
“Observadores” (The Voyeurs, 2021) tenta recriar aquele clima de thriller erótico dos anos 80 — sensual, misterioso, meio proibido — mas faz isso pela perspectiva de dois inocentes: Pippa (Sydney Sweeney) e Thomas (Justice Smith). Eles se mudam para o primeiro apartamento juntos, cheios de sonhos, planos e… uma vida sexual tão morna quanto chá esquecido na mesa. Mas tudo muda quando descobrem que os vizinhos do prédio da frente são basicamente um show ao vivo de voyeurismo premium. E eles assistem. E assistem. E assistem mais um pouco. E aí, claro, tudo desanda.
Com sexo, mentiras e traições, Pippa e Thomas mergulham numa espiral de decisões ruins, bem ruins. E o filme, meu amigo… o filme abraça o absurdo com tanta convicção que chega a ser admirável.
O filme rivaliza diretamente com os thrillers mais bregas do canal Lifetime. É uma sequência interminável de momentos “hã?”, “por quê?”, “quem escreveu isso?” e “isso é sério?”. A narrativa tenta ser lenta e sedutora, revelando reviravoltas na vida do casal, mas a maior parte das surpresas não é misteriosa — é simplesmente absurda. E previsível. E absurda de novo.
O elenco é aquele típico “eu conheço esse rosto de algum lugar”. Sydney Sweeney e Justice Smith. Sweeney até consegue sair ilesa. Já Smith… bom, Thomas é um personagem tão indeciso e frustrante que fica difícil sentir pena dele. Pippa, pelo menos, toma decisões ruins com convicção.
No fim, “Observadores” é um filme para jovens adultos que prioriza estética acima de substância. Lembra “Crepúsculo”, lembra “Cinquenta Tons de Cinza”, lembra fanfic. Tenta ser sério, mas acaba sendo só um amontoado de bobagens estilizadas. Agora entendemos por que foi lançado direto no streaming.
















