Dominação Zumbi (por Peter P. Douglas)

Dominação Zumbi (Zombie Apocalypse: Redemption, 2011) começa com uma confusão inevitável: parece sequência de “Zombie Apocalypse” (2012), aquele da Asylum com Ving Rhames. E como este aqui tem Fred Williamson, dá para imaginar que ele estaria repetindo o papel de “veterano durão preso em filme de zumbi barato”. Mas não. É continuação de outro “Zombie Apocalypse” (2010), que quase ninguém viu. Não há personagens retornando, então dá para assistir sem compromisso — como qualquer filme de zumbi que não depende de cronologia.

Dois grupos — sobreviventes e bandidos — brigam por suprimentos enquanto os zumbis funcionam como obstáculo secundário. É a típica história de ação: protagonista com passado sombrio, grupo desconfiado, liderança conquistada aos poucos. Algumas mortes, algumas sobrevivências, nada que importe muito.

A introdução promete 10.000 zumbis para cada humano, mas eles aparecem pouco. Talvez seja até melhor: o sangue em CGI é ruim e a maquiagem é básica. O vilão humano, cada vez que ele aparece, faz o interesse despencar, e isso num filme que já não tem muito a oferecer é péssimo. A produção surpreende pela seriedade, pois, tirando os efeitos baratos, o mundo pós‑apocalíptico é tratado com mais cuidado do que o esperado pelo diretor Ryan Thompson.

A maior ressalva é que existem filmes de zumbis demais no mercado. Thompson segue a fórmula previsível sem criatividade. Tenta fazer algo mais “maduro”, mas não desenvolve nada além disso. Não é um desastre, mas também não envolve. E com 100 minutos, é longo demais para quem já viu um terço dos filmes de zumbi lançados nos últimos anos.

O filme precisava ser mais estranho, mais ousado, mais marcante. Do jeito que está, é só mais um título que passa despercebido. Não dá para recomendar só porque não é tão malfeito quanto outros do gênero. É competente, mas não suficiente.

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