
Quando a tarefa banal de um contador vira um desastre sangrento, o problema de um homem não é salvar ninguém além da própria filha recém-nascida. Para sobreviver, é preciso abandonar qualquer traço de comodidade e encarar o que sempre evitou.
“Deadlocked: Dad of the Dead (2026)”, dirigido por Casey Jackson, troca cenários grandiosos (até porque o orçamento é extremamente enxuto) por um banheiro de lanchonete — o tipo de lugar onde ninguém quer ficar nem por cinco minutos, quanto mais por um filme inteiro (84 minutos). Nosso protagonista e sua criança acabam presos ali quando um surto agressivo de infectados explode, e o espaço passa a ser dividido com quatro desconhecidos que não ajudam muito.
Enquanto produções do gênero apostam em exércitos e operações gigantescas, Jackson tenta puxar tudo para o medo cru dos pais e para uma coragem improvisada que nem sempre convence. O problema é que parte do elenco parece ter sido escolhida por sorteio. Em um filme que depende de um único cenário, era esperado que a tensão e o humor ácido surgissem naturalmente do confinamento, mas a falta de química entre os personagens derruba boa parte do potencial.
Derek Theler assume o papel principal. Ao lado dele, estão Eric Roberts, Hayley Law, Melissa Peterman e John Omohundro. O conjunto poderia render algo mais fascinante, mas o resultado fica aquém do que o conceito prometia.
















