
Sacrifício (Sacrifice, 2026), longa-metragem estadunidense de comédia dramática, distribuído pela Diamond Films, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 15 de outubro de 2026, com classificação indicativa 16 anos e 96 minutos de duração.
A trama acompanha Mike Tyler (Chris Evans), um astro de Hollywood que tenta recuperar sua imagem após um escândalo público. Na Grécia, ele participa de um elegante evento beneficente ambiental, que é violentamente invadido por Joan (Anya Taylor-Joy) e seus seguidores. O grupo faz diversos reféns — incluindo Mike, a artista Katie (Ambika Mod) e o bilionário Ben Bracken (Vincent Cassel) — com o objetivo de realizar um sacrifício ritualístico em um vulcão para cumprir uma profecia e tentar salvar a humanidade. A dúvida é se isso realmente salvaria o planeta. Mike, em algum momento, cogita que o sacrifício poderia melhorar sua imagem.
O diretor Romain Gavras (filho do lendário Costa-Gavras) estreia seu primeiro longa com elenco internacional. A comédia começa minimamente divertida graças ao elenco, mas logo se transforma em uma mistura indefinida de suspense ecológico e drama. O filme não deixa claro o que pretende alcançar, e o tédio aparece rápido. A técnica é vistosa, mas não acresce o conteúdo.
O problema central surge cedo. O filme é tão superficial quanto as celebridades que participam do evento beneficente em uma pedreira de mármore na Grécia. A arrogância é tratada como ironia, mas a realidade já ultrapassou esse tipo de humor. No máximo, a cabeça raspada de Vincent Cassel (à la Jeff Bezos) pode gerar um sorriso por ser incomum.
Claramente, Gavras não sabe o que quer, pois depois da primeira meia hora, o filme vaga sem direção e termina com um desfecho fraco. O elenco — cheio de rostos conhecidos — se esforça, mas cada ator parece atuar em um universo próprio. As participações especiais de Charli XCX e de Salma Hayek não agregam nada a trama e John Malkovich (como pai de Joan) faz o que sempre faz, mas nem isso salva nada.
“Sacrifício” se revela rapidamente uma sátira desajeitada e com isso o resultado é claro: imagens impressionantes e conteúdo vazio, com estrelas que se dedicam, mas não conseguem sustentar esse horrendo filme.












