A Maravilhosa Árvore Encantada (por Peter P. Douglas)

A Maravilhosa Árvore Encantada (The Magic Faraway Tree, 2026), longa-metragem de fantasia e aventura, coprodução Reino Unido e EUA, distribuído pela Diamond Films, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 10 de setembro de 2026, com classificação indicativa 6 anos e 110 minutos de duração.

A adaptação da série de livros de Enid Blyton finalmente virou filme (com atualizações para o século 21) depois de mais de sete décadas. A premissa continua simples: três crianças Fran (Billie Gadsdon), Beth (Delilah Bennett-Cardy) e Joe (Phoenix Laroche) sobem em uma Árvore Mágica – depois que a fada Seda (Nicola Coughlan) mostra o caminho – e são transportadas para mundos alternativos como a Terra dos Brinquedos, a Terra dos Feitiços e a Terra dos Sabe‑Tudo. É fantasia infantil clássica, feita para estimular imaginação — e o filme segue exatamente essa linha, sem ambição além disso.

Simon Farnaby adapta o texto, Ben Gregor dirige, e o resultado é claramente voltado para crianças. Emoções básicas, personagens fáceis de entender, tom leve, vilã pouco presente. Nada aqui tenta competir com produções familiares mais elaboradas.

Os pais são interpretados por Claire Foy e Andrew Garfield, e o dilema deles é tão estranho quanto a própria árvore mágica. Polly (Foy) pede demissão porque criou uma geladeira inteligente que foi modificada por seus chefes malvados para espionar famílias. Tim (Garfield) decide sustentar a casa alugando um celeiro decadente para cultivar molho de tomate italiano — sem ser italiano. É tudo tão absurdo que só funciona porque o filme não exige lógica.

Durante as viagens pela árvore mágica, aparecem figuras Cara de Lua, Homem da Panela e Senhora Lavadeira. Nada disso é tenso ou emocionante. O filme passa com uma sensação de indiferença: crianças comendo doces, fazendo desejos ruins, pilotando avião amarelo. Falta drama, falta energia, falta impacto. O elenco coadjuvante composto por Rebecca Ferguson, Jessica Gunning, Nonso Anozie e Jennifer Saunders trabalha até que bem com o material que recebeu.

Mas, como já dito, é um filme para crianças. Elas não vão analisar roteiro, tom ou estrutura. Vão ver mundos coloridos, personagens excêntricos e aventuras leves. Para esse público, funciona. Para adultos, é apenas uma adaptação tardia, simpática, mas sem força.

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