Resenha | Os Caras Malvados (Vol. 1), de Aaron Blabey

“Os Caras Malvados” é uma série popular de livros infantis, escrita por Aaron Blabley e produzida na forma de uma quase hq/graphic novel. Li o Volume 1 e achei ótimo, muito divertido. Tem algumas piadas boas e é cheio de energia do começo ao fim.

A história desse primeiro volume é sobre um grupo de quatro animais assustadores: o Sr. Lobo (aquele mesmo de “Os Três Porquinhos” e “Chapeuzinho Vermelho”), o Sr. Piranha, o Sr. Cobra e o Sr. Tubarão.

O Sr. Lobo está cansado de ser tratado como um vilão o tempo todo, então declara que juntos irão fundar o “Clube dos Caras Legais”. Muito do humor vem do fato de que os outros caras não têm certeza sobre a ideia, achando um pouco estranho e discutindo entre si.

A primeira missão deles é resgatar um gato preso em uma árvore. É engraçado porque os caras malvados prefeririam comê-lo a resgatá-lo. Eles tentam acalmar o gato, mas só conseguem deixá-lo mais aterrorizado. A missão termina com eles derrubando o gato da árvore e sendo gravemente arranhados.

O Sr. Lobo declara que tudo foi um sucesso e que é hora da próxima missão: eles vão libertar um monte de cães que estão no canil. Como? Cabe ao Sr. Tubarão distrair os gorilas seguranças utilizando um disfarce de criança fofa. Depois que ele consegue abrir as gaiolas do canil, o Sr. Lobo tenta arremessar (de lá do lado de fora do portão) os outros integrantes, para dentro, pela janela. Contudo, acabam machucados quando ele erra várias vezes o alvo.

Quando finalmente todos os caras malvados conseguem entrar, tentam falar com os cães sobre um plano de fuga, mas a cachorrada fica com medo deles e foge. Não é muito heróico, mas pelo menos os cães conseguiram a liberdade. O Sr. Lobo conversa com seus amigos que concordam que ajudar os cães foi algo bom e, assim, decidem oficialmente serem os caras legais.

A primeira metade do livro é lenta, mas não é tão ruim assim, pois por este ser o primeiro livro da série, é compreensível que comece apresentando os personagens. Como eu disse, achei um livro ótimo – tanto para se ler sozinho, quanto para se ler com toda família.

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