Resenha | Cem Anos Depois, de Deyse O. S.

O livro “Cem Anos Depois”, escrito pela estreante Deyse O. S., e publicado pela LC Books, acompanha um grupo de pesquisadores enviados à Transilvânia para investigar as origens do Conde Drácula e descobrir se a figura é só invenção ou se existe algo mais concreto por trás da lenda. A autora constrói suspense e mistério enquanto junta fragmentos de histórias sombrias, sempre deixando no ar a dúvida sobre o que é mito e o que pode ter sido real.

O livro apresenta o grupo de arqueólogos e historiadores coordenados por Leif, diretor de um museu na Noruega. Norabeel, Haakon, Odin, Andress e Alviss formam o primeiro time; Kristine, Berg e Henrik compõem o segundo. Desde o início, há desconfiança sobre a missão e sobre o próprio Leif, que parece esconder algo. Mesmo assim, todos seguem para um vilarejo próximo ao destino final. Lá, encontram uma pousada e rapidamente se enturmam — até revelarem que estão indo para a Vila das Brumas. O clima muda na hora.

Ao chegarem, descobrem uma vila abandonada, sem sinal de vida. A sensação de estarem sendo observados cresce. A névoa densa que cobre o caminho até o castelo explica o nome do lugar e dificulta qualquer avanço. O grupo decide investigar a vila antes de seguir adiante, iniciando uma busca que logo revela que há segredos que talvez não devessem ser descobertos. E, quando são, apontam para conclusões que ninguém queria enfrentar.

A obra, utiliza seus 44 capítulos – escritos cada um de forma curta para deixar a leitura rápida, e com ganchos para impedir que o leitor feche o livro – para introduzir seu mistério de forma eficaz. A imersão é bem construída, pois a autora descreve sensações e ambientes com precisão suficiente para manter quem lê na história.

A presença de um manuscrito (entre os capítulos 26 e 27) adiciona outro diferencial. O livro incentiva teorias, prende a atenção e faz o leitor acompanhar cada passo dos personagens — incluindo um casal essencial para a trama. Trata-se de uma leitura claramente voltada para quem gosta de lendas e história.

E para aqueles preocupados com o final, não se preocupem: é eficiente e não deixa questionamentos sem resposta. É fácil perceber que a ideia central renderia facilmente uma série de livros com o mesmo grupo de arqueólogos explorando outras regiões. A própria revelação no desfecho já aponta para um segundo livro sem esforço.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *