(Quase) O Amor Da Minha Vida (por Casal Doug Kelly)

Quase O Amor Da Minha Vida (Young Werther, 2024), longa-metragem canadense de comédia dramática, distribuído pela Playarte, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 03 de setembro de 2026, com classificação indicativa 14 anos e 101 minutos de duração.

Trata-se de um filme peculiar, cheio de energia e com uma alegria que transborda. O diretor José Lourenço adapta o livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774) com uma estética retrô bem marcada: letreiros em preto e branco, trilha clássica de Owen Pallett e diálogos interpretados com uma cadência quase teatral. É moderno, mas com ritmo que lembra Shakespeare — uma combinação rara, difícil de acertar, e que aqui funciona.

Werther (Douglas Booth) chega a Toronto, no Canadá, com seu amigo Paul (Jaouhar Ben Ayed), conhece uma mulher (Alison Pill), se apaixona e decide conquistá‑la. A trama tem séculos de idade, mas o diretor deu um toque que a fez parecer mais do que um drama antigo sobre homens imaturos, além de não tenta esconder Toronto — filma a cidade como ela é, sem maquiagem.

Com boas atuações e humor impecável é o tipo de filme que merecia mais visibilidade, e não ser jogado no limbo da distribuição ao lado de produções descartáveis. Mas isso diz mais sobre o mercado do que sobre o filme.

No geral, “(Quase) O Amor Da Minha Vida” é contagiante, divertido e inesperadamente charmoso. Deve encontrar um público fiel — e mostra as qualidades do diretor e elenco que carregam o filme com segurança.

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