O Amuleto, 2026 (por Peter P. Douglas)

O curta-metragem publicitário, de 7 minutos de duração, intitulado “O Amuleto” (2026), criado pela WMcCann, produzido pela O2 Filmes e publicado pelo canal oficial da Chevrolet Brasil no Youtube, chega visando forte apelo emocional. A narrativa cruza gerações e resgata a paixão pelo futebol e pelos carros da marca, utilizando como pano de fundo a histórica campanha do Brasil na Copa do Mundo FIFA de 1970, no México, retratada pela série da Netflix.

Tudo começa com um avô assistindo à TV e conversando com seu neto, Leonardo (Léo), sobre o futebol brasileiro antes da Copa, mantendo o otimismo: “Acredita no sonho caramba”. Em seguida, o avô entrega as chaves de um carro (Chevrolet Opala) para o neto, que fica sem acreditar.

Junto com a chave do veículo, o avô entrega um chaveiro antigo de metal em forma de bola de futebol. Léo pergunta se aquele é o famoso (amuleto) chaveiro da sorte dele, e o avô confirma. Léo promete usar o amuleto para acompanhar os jogos das eliminatórias na casa do avô.

Imagens e locuções de rádio/TV da época começam a tocar, ilustrando a caminhada do Brasil rumo à classificação. O rádio anuncia vitórias e a consolidação do time. Léo comenta que ver o time jogar ao vivo no México deve ser algo incrível, mas desabafa melancólico: “Esse sonho não dá para mim não”.

O rádio continua noticiando o clima de Copa do Mundo. Ao ver vizinhos vendendo seus bens para conseguir viajar para o México, o avô sugere vender o carro clássico que havia acabado de dar ao neto para financiar a viagem. Léo reage surpreso: “Vender vô? Você que me deu o carro!”, mas o avô rebate enfatizando o valor único de ver aquela seleção histórica de perto: “Depois você compra outro. Um time igual a esse…”

Assim, Léo tenta negociar a venda do Chevrolet, sem sucesso. Porém, um casal vizinho de seu avô serve como intermediador, conhecendo alguém muito interessado exatamente naquele modelo de carro. O negócio é fechado: “Tá feito, é isso. Vou pro México!”.

O grande dia da estreia na Copa de 70 chega. A locução esportiva narra o início tenso da partida contra a Checoslováquia. O Brasil erra uma grande chance de gol e a zaga fica desorganizada, deixando Léo desesperado na arquibancada do estádio no México.

No momento de maior tensão no estádio, Léo percebe que deixou cair o amuleto. Uma torcedora ao lado (intermediadora da venda do carro) acha e devolve o objeto: “Amigo do Opala, tá aqui o chaveiro”. Exatamente no instante em que Léo recupera o amuleto nas mãos, a seleção brasileira faz o gol da virada. A torcida explode em comemoração nas arquibancadas mexicanas.

A narrativa avança muitas décadas para os dias atuais (2026). Léo, agora já idoso, está terminando de contar essa história para sua neta. Ele explica como aquele chaveiro o acompanhou durante seu maior sonho.

Sabendo que a neta acabou de ser promovida no trabalho, ele lhe dá um carro novo (um modelo Chevrolet Novo Sonic). O agora avô, Léo, passa o amuleto adiante para que o chaveiro a acompanhe em seus próprios sonhos.

Emocionada, ela aceita o chaveiro, olha para o carro e brinca em cima da antiga história do avô: “O chaveiro vai comigo tá… mas o carro eu não vou vender!”. Léo ri e concorda: “É justo, então vamos dar uma volta, bora!”.

O curta termina com os dois andando no carro Chevrolet. A neta comenta sobre a nostalgia de uma série sobre o “Brasil de 70” e diz que o avô poderá reviver aquele momento enquanto ela o viverá pela primeira vez. Léo, emocionado, conclui: “É bom de reviver tudo isso, minha neta. Que bom que você tá aqui comigo”.

“O Amuleto”, expande o universo da minissérie da Netflix “Brasil 70 – A Saga do Tri” (2026), utilizando a mesma dupla de direção, mesma produtora e formato de cinema — é praticamente um episódio bônus que resolveu ter vida própria. É a segunda collab Chevrolet‑Netflix, depois do Caramelo e da Tracker Caramelo, em 2025.

Aqui, temos um branded content (uma estratégia de marketing que une valores corporativos à criação de conteúdos informativos, educativos ou de entretenimento) que deixa de ser apenas patrocínio e assume o papel de coautoria. É o anunciante brincando de estúdio de entretenimento — e, pelo visto, gostando da brincadeira.

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