
Ninguém pediu, mas já que fizeram… até que ficou gostoso de assistir!
Moana (2026), longa-metragem estadunidense live-action, distribuído pela The Walt Disney Company, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 09 de julho de 2026, com classificação indicativa 10 anos e 115 minutos de duração.
Por mais desnecessário que pareça, o remake live‑action de “Moana”, dirigido por Thomas Kail, é surpreendentemente divertido. Visualmente deslumbrante, com canções ótimas de Lin‑Manuel Miranda, e ainda trazendo Dwayne Johnson e Jemaine Clement de volta (agora em carne e osso) como Maui e Tamatoa, o filme funciona como aquele prato que você não precisava repetir, mas repete mesmo assim porque é gostoso.
Johnson, Miranda e Auli’i Cravalho — a Moana original — também produzem o remake, garantindo que ele preserve cada detalhe do filme de 2016 para agradar fãs e conquistar novos espectadores. Cravalho ainda canta uma música inédita nos créditos finais, porque talento não tira férias.
A narrativa inicial se baseia em mitos polinésios sobre a criação do mundo e o período histórico conhecido como “A Longa Pausa”, quando povos navegadores simplesmente pararam de navegar por séculos. Na versão Disney, Te Fiti cria as ilhas, Maui rouba seu coração verde brilhante para dar aos humanos o poder da criação e ser visto como herói, e tudo dá errado a partir daí. Sem o coração, Te Fiti não pode nutrir suas criações; sem o anzol mágico, Maui fica preso numa ilha. Clássico caso de “mexeu onde não devia”.
A ilha de Moana é inicialmente um paraíso: coqueiros exuberantes, peixes em abundância, clima perfeito e águas cristalinas. O pai de Moana (John Tui), chefe da comunidade, prepara a filha para assumir o cargo um dia, adicionando sua pedra à pilha ancestral. Todos cantam, dançam e vivem felizes — desde que ninguém ultrapasse o recife. Regra número um: oceano só de longe.
Mas Moana, desde criança (Emma Puahi‑Shapazian e depois Amaya Masoli), é irresistivelmente atraída pelo mar — e o mar, antropomorfizado com efeitos especiais encantadores, é igualmente atraído por ela. Uma onda lhe entrega uma pedra verde brilhante, que ela só mais tarde descobrirá ser o coração perdido de Te Fiti.
Na adolescência, Moana (a encantadora Catherine Laga’aia) canta uma das melhores músicas de “heroína com vontade de viver aventuras” já feitas. Quando a ilha começa a sofrer com uma praga — coqueiros murchando, peixes desaparecendo — sua avó (Rena Owen) revela que o povo já foi navegante. Moana embarca num dos antigos navios para encontrar Maui e convencê-lo a devolver o coração. Heihei, o galo mais desorientado da história do cinema, vai junto.
Moana encontra Maui, e Dwayne Johnson claramente está se divertindo interpretando o semideus fanfarrão que tem uma música inteira sobre como todos deveriam agradecê-lo por praticamente tudo. Ele não quer saber da missão dela, mas quer recuperar seu anzol mágico de Tamatoa (Clement), o caranguejo gigante colecionador de coisas brilhantes. Assim como na animação original, a cena de Tamatoa é um destaque visual e musical — e funciona como ponte para a parceria entre Moana e Maui e para a jornada final até Te Fiti.
Como em outros remakes live‑action da Disney, a animação continua sendo o ponto alto: as tatuagens de Maui, o oceano como personagem, as trapalhadas de Heihei e o número musical de Tamatoa. Não traz nada realmente novo, mas Moana e Maui continuam sendo dois dos personagens mais cativantes da Disney. Esta versão reconta sua história com sinceridade, humor e canções que permanecem entre os maiores sucessos do estúdio.











