
O longa-metragem “Contamination” (2025) acompanha, em seus 107 minutos de duração, uma equipe de soldados encarregados de recuperar informações confidenciais de um laboratório secreto que acredita-se estar comprometido. O que eles não sabem é que a instalação é o epicentro de um vírus extraterrestre capaz de infectar qualquer um que entre em contato com ele.
Neste filme, claramente feito para um público masculino, a atuação é fraca desde o início e os diálogos sinalizam, desde cedo, problemas de roteiro. Para se ter uma ideia, em determinado momento, a equipe chega a um conjunto de prédios abandonados no meio da floresta, sem explicação convincente. Não fica claro se aquilo é o laboratório secreto mencionado na sinopse, nem por que haveria capangas defendendo ruínas sem valor. A narrativa se resume a tiros, armas e movimentação tática, sem enredo definido. O primeiro terço parece um treinamento de tiro filmado.
A equipe captura um russo, Petrov, que está apavorado. Os americanos tratam qualquer pessoa como inimiga. Quando finalmente encontram uma entrada na mina subterrânea, surgem sinais óbvios de perigo: corpos, trajes de proteção química rasgados, máquinas piscando. Nada disso faz a equipe hesitar. Eles continuam andando, fazendo piadas ruins e ignorando qualquer alerta.
Quando encontram novos sobreviventes, a situação piora. Os infectados começam a vagar pelos corredores e pegar em armas. As conversas desaparecem e o filme vira uma sequência de caminhadas no escuro. A sensação é de estar vendo um trailer estendido de “Resident Evil” ou cenas deletadas de “The Last of Us”. O terror e a ficção científica quase não aparecem.
O filme opta pela ação – onde dá o seu melhor – principalmente no terço final, durante uma perseguição a pé e motorizada. Visualmente, o filme é competente. Os efeitos especiais são inconsistentes, mas felizmente, aparecem pouco. A direção de câmera mostra profissionalismo, mesmo que o resto não mostre.
Se os diretores Neil Chase e David Heacock queriam apenas filmar algo com amigos e se divertir, o objetivo foi cumprido. Se pretendiam criar algo para o grande público, o resultado não foi dos melhores. “Contaminação” não apresenta nada novo e não executa bem o que já foi visto antes. O material é fraco, genérico e desconectado do próprio potencial.












