
Down – O Elevador da Morte (Down AKA Vniz AKA Вниз, 2025), longa-metragem russo de terror e suspense, estreia, oficialmente, no streaming Adrenalina Pura+, a partir de 25 de junho de 2026, com classificação indicativa 18 anos e 91 minutos de duração.
A trama começa com os recém-casados Anton (Yegor Creed, que na vida real é um rapper) e Marina (Anfisa Chernykh), que saem do cartório em Moscou e resolvem passar no escritório do pai dela, no 83º andar, para pegar um presentinho de casamento: dinheiro vivo, porque tradição é tradição. Depois disso, deveriam ir ao aeroporto rumo às Maldivas, onde os aguardam praias paradisíacas e zero elevadores assassinos. Mas aí vem o problema: antes de sair do prédio, eles ficam presos no elevador com um estranho. Desconfortável? Sim. Fatal? Bom… depende do filme. Aqui, a resposta é “com certeza”.
O tal estranho, Dima (Igor Mirkubanov), começa simpático, quase um tiozão de churrasco. Mas, como manda o manual do gênero, logo se revela um maníaco que sabe tudo sobre o casal. E, claro, há motivos para isso — porque até psicopata russo precisa de justificativa dramática.
O que acontece depois qualquer pessoa com imaginação básica já prevê: gritos, sangue, dentes voando e segredos que deveriam ter ficado bem guardados. O problema é que é praticamente impossível sentir empatia por qualquer personagem. Todos eles parecem ter sido escritos para que o público não se importe nem um pouco com o destino de ninguém. Não fica claro se isso foi intenção artística ou se os atores simplesmente decidiram interpretar visando “indiferença”.
O diretor dessa aventura claustrofóbica é Marius Weisberg, famoso por… bem, por fazer exatamente esse tipo de filme. Mas, para ser justo, nem o diretor mais talentoso do planeta conseguiria salvar um roteiro desses. Terror meia-boca em espaço confinado é um nicho, e aqui nem o especialista do nicho conseguiu fazer milagre. Tudo no filme fica aquém do esperado — e olha que o esperado já não era muito alto.
O filme poderia ter sido escandaloso, exageradamente violento, cheio de reviravoltas críveis ou até ter uma surpresa mais misericordiosa no final. Poderia ter ação, ritmo, qualquer coisa. Mas, em vez disso, o resultado é simplesmente… sem graça. E entediante.
















