
Alguns anos depois de “Toy Story” (1995), eis que surge a inevitável sequência (1999). Mas será que “Toy Story 2” era mesmo tão inevitável assim? Honestamente, nem a Disney parecia ter certeza. A ideia inicial era lançar o filme direto em VHS — sim, aquele tijolinho de plástico que ocupava meia estante e que você tinha que rebobinar como um ritual pré-histórico. Era o fim do milênio, afinal, e ninguém imaginava que um dia filmes chegariam voando pelo ar como magia.
A maior parte da equipe da Pixar estava ocupada com “Vida de Inseto” (1998), então quem sobrou para trabalhar em “Toy Story 2” acabou exilado em um estúdio menor — não exatamente um galpão, mas também nada que lembrasse o glamour de Hollywood. Aí saíram os primeiros trailers e, de repente, a Disney decidiu que talvez fosse uma boa ideia lançar o filme nos cinemas. A Pixar, por sua vez, olhou para o resultado e pensou: “Hmmm… não.” E então reescreveram praticamente tudo em um único fim de semana, como quem faz um trabalho escolar na véspera da entrega.
A história começa pouco tempo depois do primeiro filme. Andy vai para um acampamento (Cowboy Camp) e decide leva Woody junto. Só que uma pequena travessura faz com que Woody se machuque e tenha que ficar em casa. Enquanto Andy está fora, sua mãe resolve fazer aquela arrumação clássica que sempre termina com alguém perdendo algo importante. Resultado: alguns brinquedos vão parar na venda de garagem — incluindo Woody, claro.
É aí que entra Al McWhiggin, o colecionador de brinquedos mais desesperado da história. Ele vê Woody, reconhece o valor e, como não consegue comprar, simplesmente rouba. Buzz e o resto da turma, obviamente, partem em missão de resgate, porque amizade verdadeira é isso: atravessar a cidade inteira para salvar um amigo sequestrado por um homem de macacão de galinha.
O resto da trama é uma montanha-russa digna de parque temático. Muita gente considera “Toy Story 2” melhor que o primeiro — não é o nosso caso, mas dá para entender o entusiasmo. Tem música, tem drama, tem risadas e, acima de tudo, tem Jessie, a vaqueira (com a voz de Joan Cusack), que entra no filme como um furacão e rouba a cena em vários momentos.
No fim das contas, “Toy Story 2” é aquele raro caso de sequência que não só funciona, como se tornou indispensável para a franquia — mesmo tendo começado como um projeto que quase foi parar direto na prateleira de VHS da locadora.
















