
O livro autobiográfico “Cem Dias Entre Céu e Mar”, escrito por Amyr Klink e, publicado pela editora Companhia das Letras, começa em 10 de julho de 1984. O paulistano Amyr Klink – filho de pai libanês (Jamil Klink) e mãe sueca (Asa Frieberg) – parte da Namíbia, no continente Africano, rumo a Paraty, no Rio de Janeiro, em um barco a remo, atravessando 6.500 quilômetros.
À primeira vista, parece imprudência. Na época, foi tratado como louco. Mas Amyr estudou por anos, calculou rotas, riscos e necessidades. Sabia exatamente o que estava fazendo. Mesmo assim, menos de uma hora após iniciar a travessia, vários imprevistos surgem. Nada o desanima. Ele continua.
O livro registra dificuldades constantes e a forma como Amyr lida com cada uma delas. A narrativa expõe resiliência, planejamento e persistência. A travessia do Atlântico, a Costa dos Esqueletos, tempestades e tubarões são obstáculos reais, enfrentados com método e disciplina. A mensagem é simples: esforço, preparo e vontade de avançar são indispensáveis. Amyr insiste nisso. É o ponto central da mensagem que quer passar.
Pra quem gosta de viagens, sobretudo via mar, acredito que este livro será uma história bastante gostosa de acompanhar. Mas lembrem-se que, por ser a realidade do autor muito diferente do cotidiano de muitos e, sendo ele o principal e único personagem de sua história, nem todos conseguirão se conectar totalmente.
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