
De 30 de julho a 12 de agosto, o Cine Belas Artes, em São Paulo, recebe a edição 2026 do Festival Filmes Incríveis, que reúne longas inéditos, de diversos países diferentes: produções aplaudidas em festivais como Cannes, Berlim e Roterdã. Em seu terceiro ano, a mostra reafirma sua vocação de apresentar cinematografias raramente vistas no circuito comercial, combinando dramas familiares, sátiras sociais, fantasia, suspense e relatos históricos. Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia-entrada). Todas as informações, bem como a programação completa, estão disponíveis em www.festivalfilmesincriveis.com.br. O festival é uma iniciativa do Belas Artes Grupo, com realização do Ministério da Cultura.
Mais uma vez, a seleção de filmes atravessa continentes e coloca lado a lado culturas distantes e pouco conhecidas por aqui. Passeiam pela tela do tradicional cinema de rua produções do Afeganistão, Grécia, Bélgica, Islândia, França, Paquistão, Noruega, Holanda, Gana, Turquia, Bulgária, Tailândia, Irã, Letônia e Alemanha.
Do Irã, Viver Duas Vezes, Morrer Três Vezes, de Karim Lakzadeh, transforma um acidente em uma comédia mordaz sobre burocracia e sobrevivência, apresentada na mostra ACID de Cannes. Exibido no Festival de Roterdã, A Mãe Bruxa, do cipriota Minos Papas, mergulha no folclore local ao acompanhar uma mãe consumida pelo luto que desperta forças sobrenaturais inspiradas nos Kalikantzari, criaturas da tradição grega e cipriota. Em A Criança Carneiro, a diretora belga Marta Bergman aborda as atuais rotas migratórias europeias através do encontro entre uma família refugiada e um policial de fronteira.
Da Islândia, Brilha o Verão, Então Vem a Escuridão, de Elfar Adalsteins, adapta o romance do celebrado escritor Jón Kalman Stefánsson em uma narrativa coral repleta de humor e acontecimentos insólitos. O francês Alain Guiraudie, diretor do cultuado Um Estranho no Lago, mistura romance, paranoia e crítica social em Deixe que Eu Te Leve, enquanto Nina Roza – O Caminho de Volta, vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro na Berlinale 2026, acompanha o retorno de um curador de arte à Bulgária e o reencontro com suas próprias origens.
O paquistanês Lali: Entre os Vivos e os Mortos combina fantasia, espiritualidade e humor sombrio em uma história onde vivos e mortos coexistem. Já Árru: Terra Ancestral, estreia da artista e coreógrafa sami Elle Sofe Sara, une música, ativismo indígena e tradição ancestral em meio à disputa por territórios no extremo norte da Escandinávia, com filmagens realizadas na Lapônia. Em Literalmente Nu, exibido na mostra Perspectives da Berlinale, um adolescente criado nos bastidores da indústria pornográfica questiona suas ideias sobre intimidade, desejo e afeto.
O canadense Jérémy Comte, indicado ao Oscar pelo curta Fauve, conecta Gana e Québec em Paraíso – Entre Duas Margens, drama sobre paternidade e identidade. Da Turquia, Quando o Inverno Chega Antes, de Özcan Alper, utiliza a guerra entre Rússia e Ucrânia como pano de fundo para refletir sobre maternidade e pertencimento. O austríaco Terra Dividida revisita os conflitos separatistas do Tirol do Sul nos anos 1960 através de uma trama familiar marcada por tensões políticas.
Com produção de Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro por Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, a aventura mística 9 Templos para o Céu acompanha uma peregrinação budista que expõe ressentimentos e segredos familiares. Encerrando a seleção, Ulya: A Gigante das Quadras, exibido na mostra Un Certain Regard de Cannes, reconstitui a trajetória da lendária jogadora de basquete Uļjana Semjonova, da infância na Letônia soviética ao estrelato internacional. Mais do que apresentar títulos inéditos, o festival convida o público a descobrir filmes premiados, novos realizadores e obras que dificilmente chegariam às telas brasileiras.
Confira abaixo a lista de filmes que integram a programação:
Viver Duas Vezes, Morrer Três Vezes
(Living Twice, Dying Thrice)
Irã, 2026, cor, drama/suspense, 1h43min, idioma: persa (farsi)
Direção: Karim Lakzadeh
Elenco: Ebrahim Naeej, Mehdi Rashidi, Hojjat Hosseini e Hamed Nejabat
Sinopse: Após sobreviverem ao desabamento de uma mina, três trabalhadores decidem esconder que continuam vivos para que suas famílias possam receber uma indenização. O plano, porém, desencadeia uma série de situações absurdas e dilemas cada vez mais perigosos.
Curiosidades: Apresentado na mostra ACID do Festival de Cannes 2026, o filme marca mais um trabalho do cineasta iraniano Karim Lakzadeh, conhecido por combinar humor ácido e crítica social. A premissa inusitada acompanha três homens obrigados a provar a própria morte enquanto atravessam o Irã rumo a Teerã, misturando drama, sátira burocrática e reflexão sobre desigualdade econômica. Veículos especializados destacaram o conceito original da obra, construída a partir da pergunta: “como provar sua morte quando você ainda está vivo?”. O filme teve vendas internacionais adquiridas pela distribuidora alemã ArtHood Entertainment antes mesmo de sua estreia mundial em Cannes.
A Mãe Bruxa
(Motherwitch)
Chipre, 2026, cor, fantasia/terror, 1h44min, idioma: grego
Direção: Minos Papas
Elenco: Margarita Zachariou, Miltos Yerolemou e Danae Katsameni
Sinopse: Em 1882, uma pintora devastada pela perda dos filhos recorre a rituais ocultos para trazê-los de volta à vida, mas acaba libertando criaturas ancestrais do folclore cipriota e desencadeando uma força sobrenatural que ameaça sua comunidade.
Curiosidades: O filme utiliza como base os Kalikantzari, seres demoníacos presentes na tradição popular grega e cipriota. Exibido no Festival Internacional de Cinema de Roterdã, foi comparado por críticos a “O Labirinto do Fauno”, de Guillermo del Toro, pela mistura de fantasia sombria, trauma e folclore. A produção também chamou atenção pelo cuidadoso resgate do dialeto greco-cipriota do século XIX e pelo uso das paisagens montanhosas da ilha como elemento narrativo central.
A Criança Carneiro
(L’enfant bélier)
Bélgica, 2025, cor, drama, 1h34min, idioma: francês
Direção: Marta Bergman
Elenco: Salim Kechiouche, Zbeida Belhajamor e Clara Toros
Sinopse: Durante uma perigosa travessia rumo à Inglaterra, um casal migrante e seu filho cruzam o caminho de um policial encarregado de combater a imigração ilegal, em um drama sobre migração, sobrevivência e solidariedade.
Curiosidades: A diretora Marta Bergman constrói um drama de forte tensão social inspirado nas atuais rotas migratórias da Europa. O filme evita uma abordagem panfletária e aposta em múltiplos pontos de vista para abordar a questão. O filme foi inspirado no caso real de Mawda Shawri, uma menina de dois anos morta durante uma perseguição policial envolvendo migrantes na Bélgica. O elenco reúne o franco-argelino Salim Kechiouche, conhecido por “Azul é a Cor Mais Quente”, e novos rostos do cinema europeu.
Brilha o Verão, Então Vem a Escuridão
(Sumarljós og svo kemur nóttin)
Islândia, 2022, cor, drama, 1h51min, idioma: islandês
Direção: Elfar Adalsteins
Elenco: Svandis Dora Einarsdóttir, Arnmundur Ernst Björnsson e Lara Johanna Jónsdóttir
Sinopse: Entre acontecimentos cotidianos e experiências que desafiam a compreensão, o filme acompanha os habitantes de uma pequena cidade islandesa, entrelaçando histórias de amor, perda, desejo e mistério.
Curiosidades: O longa adapta o romance homônimo de Jón Kalman Stefánsson, um dos autores mais celebrados da literatura islandesa contemporânea. Sua estrutura acompanha múltiplos personagens e combina realismo, humor melancólico e elementos quase sobrenaturais, características marcantes da obra do escritor. Sua narrativa fragmentada acompanha diversos personagens e reflete a tradição oral das sagas nórdicas. A produção destaca as paisagens naturais da Islândia como elemento central da narrativa.
Deixe que Eu Te Leve
(Viens je t’emmène)
França, 2022, cor, comédia dramática, 1h40min, idioma: francês
Direção: Alain Guiraudie
Elenco: Jean-Charles Clichet, Noémie Lvovsky e Iliès Kadri
Sinopse: Após um atentado terrorista abalar sua cidade, um homem se envolve com um jovem sem-teto suspeito de radicalização, em uma comédia dramática sobre medo, preconceito e convivência na França contemporânea.
Curiosidades: O filme foi exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim. Conhecido pelo cultuado “Um Estranho no Lago”, o diretor Alain Guiraudie mistura humor absurdo, conflito político e romance para discutir preconceito, medo coletivo e convivência social na França contemporânea.
Nina Roza – O Caminho de Volta
(Nina Roza)
Canadá/Bélgica/Bulgária/Itália, 2026, cor, drama, 1h43min, idiomas: francês, inglês e búlgaro
Direção: Geneviève Dulude-De Celles
Elenco: Galin Stoev, Chiara Caselli e Christian Bégin
Sinopse: Ao retornar à Bulgária para avaliar as pinturas de uma menina prodígio que se tornou um fenômeno na internet, um especialista em arte se vê confrontado por lembranças da filha e por questões pessoais que acreditava ter deixado para trás.
Curiosidades: O filme recebeu o Urso de Prata de Melhor Roteiro no Festival de Berlim de 2026. A diretora Geneviève Dulude-De Celles já era reconhecida por trabalhos que exploram relações familiares e momentos de transformação pessoal. A produção passou pelo programa First Look do Festival de Locarno antes de sua estreia internacional.
Lali: Entre os Vivos e os Mortos
(Lali)
Paquistão, 2026, cor, drama, 1h55min, idioma: punjabi
Direção: Sarmad Sultan Khoosat
Elenco: Mamya Shajaffar, Channan Hanif e Mehar Bano
Sinopse: Misturando fantasia, humor sombrio e espiritualidade, o filme acompanha personagens cujas vidas são atravessadas por forças sobrenaturais, desejos e sentimentos que desafiam as fronteiras entre a vida e a morte.
Curiosidades: O longa marca mais um trabalho do cineasta paquistanês Sarmad Sultan Khoosat, um dos nomes mais relevantes do cinema contemporâneo do país. A narrativa combina drama romântico, humor ácido e elementos sobrenaturais inspirados em crenças populares do sul da Ásia. Produzido pela Khoosat Films, o filme foi apresentado internacionalmente em 2026 e chamou atenção pela atmosfera surreal e pelo retrato pouco convencional da vida após a morte.
Árru: Terra Ancestral
(Árru)
Noruega/Suécia/Finlândia, 2026, cor, drama musical, 1h35min, idiomas: sami, norueguês e sueco
Direção: Elle Sofe Sara
Elenco: Sara Marielle Gaup Beaska, Simon Issát Marainen, Ayla Gáren Audhild P. Nutti e Mikkel Gaup
Sinopse: Em meio à ameaça de um projeto de mineração sobre terras tradicionais do povo sami, uma mulher precisa enfrentar conflitos familiares e lutar pela preservação de sua herança cultural.
Curiosidades: Primeiro longa-metragem da artista e coreógrafa sami Elle Sofe Sara, o filme estreou mundialmente na seção Panorama da Berlinale 2026. Diversas publicações destacaram a obra como o primeiro longa de ficção centrado no joik (ou yoik), tradicional forma de canto do povo sami. A narrativa combina drama familiar, ativismo indígena e música ancestral para discutir temas como mineração, preservação territorial, memória, silêncios familiares e feridas herdadas. Parte das filmagens ocorreu na Lapônia, região ártica que já serviu de cenário para produções internacionais, incluindo as famosas cenas de “Hoth em Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca”.
Literalmente Nu
(Truly Naked)
Países Baixos/Bélgica/França, 2026, cor, drama, 1h42min, idioma: inglês
Direção: Muriel d’Ansembourg
Elenco: Caolán O’Gorman, Andrew Howard, Safiya Benaddi, Alessa Savage, Lyndsey Marshal e Kate Kennedy
Sinopse: Criado nos bastidores da indústria pornográfica, um adolescente passa a questionar suas ideias sobre sexo, intimidade e afeto ao se aproximar de uma colega que enxerga o mundo de maneira muito diferente.
Curiosidades: Longa de estreia da diretora belga Muriel d’Ansembourg, exibido na mostra Perspectives da Berlinale 2026. Apesar do universo ligado à pornografia, o filme foi amplamente descrito pela crítica como um coming-of-age sobre intimidade emocional e educação afetiva. A produção expande questões já abordadas no curta “Fuck-a-Fan”, também dirigido por d’Ansembourg. Críticos destacaram especialmente a atuação de Caolán O’Gorman e a maneira como o filme contrapõe a sexualidade performática da pornografia às vulnerabilidades dos relacionamentos reais.
Paraíso – Entre Duas Margens
(Paradise)
Canadá/França/Gana, 2026, cor, drama/suspense, 1h30min, idiomas: inglês e francês
Direção: Jérémy Comte
Elenco: Daniel Atsu Hukporti, Joey Boivin-Desmeules e Évelyne de la Chenelière
Sinopse: Entre Gana e Québec, dois jovens marcados pela ausência paterna embarcam em jornadas paralelas de autodescoberta, em uma história sobre herança, vínculos familiares e a busca por um lugar no mundo.
Curiosidades: Primeiro longa-metragem de ficção do canadense Jérémy Comte após o sucesso internacional do curta “Fauve”, indicado ao Oscar em 2019. O projeto levou mais de uma década para ser desenvolvido e foi filmado entre Québec e Gana. A produção reúne empresas do Canadá, França e África Ocidental, incluindo Entract Studios, EMA Films, ARTE France Cinéma e I60 Productions. Estreou mundialmente na seção Panorama da Berlinale 2026 e chamou atenção pela ambição de conectar duas histórias em continentes distintos através dos temas da paternidade, das origens e da construção de um futuro.
Quando o Inverno Chega Antes
(Erken Kış)
Turquia, 2025, cor, drama, 1h31min, idioma: turco
Direção: Özcan Alper
Elenco: Timuçin Esen, Leyla Tanlar, Nastya Bogdanova, Murat Kılıç, İdil Yener e Atakan Yılmaz
Sinopse: A convivência inesperada entre um casal turco e uma estrangeira que gerou sua filha por barriga de aluguel se transforma em um delicado drama sobre maternidade, exílio e afetos improváveis.
Curiosidades: O filme marca o retorno de Özcan Alper, um dos cineastas mais importantes do cinema turco contemporâneo, conhecido por obras como “Sonbahar” e “Memories on Stone”. Rodado na região de Rize, no litoral do Mar Negro, utiliza a guerra entre Rússia e Ucrânia como pano de fundo para discutir exílio, fronteiras e relações familiares. Produzido pela Nar Film, o longa estreou comercialmente na Turquia em novembro de 2025 e recebeu atenção da crítica local por abordar a gestação por barriga de aluguel dentro de um contexto geopolítico contemporâneo.
Terra Dividida
(Zweitland)
Áustria/Itália, 2025, cor, drama histórico, 1h52min, idioma: alemão
Direção: Michael Kofler
Elenco: Thomas Prenn, Aenne Schwarz, Laurence Rupp, Francesco Acquaroli e Andrea Fuorto
Sinopse: Em meio às tensões políticas que marcam o Tirol do Sul em 1961, o jovem Paul se vê dividido entre os ideais separatistas defendidos por seu irmão e os conflitos pessoais que surgem dentro da própria família.
Curiosidades: Primeiro longa de ficção de Michael Kofler, o filme retorna aos conflitos que marcaram o Tirol do Sul no início dos anos 1960, quando grupos separatistas de língua alemã entraram em confronto com o governo italiano. A trama mistura acontecimentos históricos reais com uma história familiar atravessada por disputas políticas e afetivas. Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Munique, o longa também passou por eventos internacionais como os festivais de Calcutá e Palm Springs, ampliando a visibilidade de um capítulo pouco conhecido da história europeia. A obra toma como pano de fundo os eventos da chamada “Noite do Fogo”, episódio central do movimento separatista sul-tiroles, articulando memória histórica e drama íntimo.
9 Templos para o Céu
(9 Temples to Heaven)
Tailândia/Singapura/França/Noruega/China/Hong Kong/Indonésia, 2026, cor, drama, 2h20min, idioma: tailandês
Direção: Sompot Chidgasornpongse
Elenco: Amara Ramnarong, Surachai Ningsanond, Jirawut Chiwaruck, Yaneenan Jiraphatjittrin e Klaichan Phunman
Sinopse: Depois que uma vidente prevê a morte iminente de sua mãe, Sakol reúne toda a família para uma peregrinação por nove templos budistas. A viagem logo se transforma em um acerto de contas com o passado.
Curiosidades: O diretor Sompot Chidgasornpongse estreia na ficção após uma trajetória ligada ao documentário e à produção de filmes independentes na Tailândia. Produzido por Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro por Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, o longa acompanha uma peregrinação religiosa que acaba revelando tensões e segredos dentro de uma mesma família. Selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2026, o filme chamou atenção pela forma como retrata tradições budistas e relações familiares contemporâneas.
Ulya: A Gigante das Quadras
(Uļa / Ulya)
Letônia/Polônia/Estônia/Lituânia, 2026, cor, drama biográfico, 1h42min, idioma: letão
Direção: Viesturs Kairišs
Elenco: Kārlis Arnolds Avots, Chulpan Khamatova, Aleksas Kazanavičius, Shamil Khamatov e Artūrs Krūzkops
Sinopse: Na Letônia soviética dos anos 1960, uma jovem chama atenção por sua altura extraordinária e é levada para o basquete competitivo, iniciando uma trajetória que a transformará em uma estrela do esporte.
Curiosidades: Baseado na vida da lendária jogadora de basquete Uļjana Semjonova, considerada uma das maiores atletas da história da modalidade, o filme acompanha sua passagem de uma infância simples no interior da Letônia até o reconhecimento internacional. A produção teve estreia mundial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2026. Além de resgatar a trajetória de uma figura histórica do esporte soviético, o longa recria a atmosfera da Letônia dos anos 1960 e 1970, período em que Semjonova se transformou em um fenômeno das quadras.
Serviço
Festival Filmes Incríveis – 3ª Edição
Data: De 30 de julho a 12 de agosto (2026)
Horário: quatro sessões diárias
Onde: Cine Belas Artes
Endereço: Rua da Consolação, 2423
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada) no site ou bilheteria
Poltronas numeradas. Em todas as salas, cadeiras adequadas para obesos e espaço para cadeirantes.
Sobre o Belas Artes Grupo
Formado em 2020, o Belas Artes Grupo reúne três empresas de destaque no mercado audiovisual brasileiro: o Cine Belas Artes, um dos mais tradicionais cinemas de rua da cidade São Paulo, inaugurado em 1967; a Pandora Filmes, distribuidora de filmes independentes mais antiga do Brasil, responsável por lançamentos como Que horas ela volta? e Parasita; e o À LA CARTE, streaming de filmes e séries lançado em abril de 2020. Em junho de 2025 o Grupo fechou uma parceria inédita com a Cinesystem, assumindo a programação e comunicação de duas unidades: Frei Caneca (SP) e Botafogo (RJ), levando sua curadoria caprichada também para estes cinemas.
















