
A Hipótese do Amor (The Love Hypothesis, 2026), longa-metragem estadunidense de comédia romântica, distribuído pela Amazon MGM Studios, estreia, oficialmente, no streaming da Prime Video, a partir de 23 de setembro de 2026, com classificação indicativa 16 anos e 112 minutos de duração.
Dentro do atual renascimento das comédias românticas, “A Hipótese do Amor” é um caso específico. A adaptação da Prime Video vem de um best-seller (homônimo) escrito por Ali Hazelwood, que começou como uma fanfic Reylo (Rey/Kylo Ren) em um universo alternativo de “Star Wars”.
Tom Bateman interpreta o personagem inspirado em Kylo Ren, o que cria uma coincidência óbvia por ele ser casado com Daisy Ridley (a Rey). A roteirista Sarah Rothschild e a diretora Claire Scanlon mantêm referências discretas às origens, como Bateman sempre vestido de preto.
Mesmo para quem não sabe nada disso, o filme funciona como comédia romântica leve, sustentado pelo casal protagonista que inclui Lili Reinhart. A parte final tenta resolver tudo rápido demais, mas não compromete o restante.
Olive Smith (Reinhart), doutoranda recém-chegada a Stanford, dedica sua pesquisa à detecção precoce do câncer de pâncreas após perder a mãe quando tinha 15 anos. Ela cria laços com Anh (Rachel Marsh), e nutre interesse por Jeremy (Nicholas Duvernay). Quando percebe que Anh hesita em se aproximar dele por achar que Olive ainda gosta do rapaz, Olive inventa um namorado. A situação se complica quando ela, por impulso, beija o professor Adam Carlsen (Bateman) no corredor do laboratório.
Adam é conhecido por ser rígido e crítico. Ele se surpreende com o beijo, mas percebe que fingir um relacionamento pode ajudá-lo a convencer o departamento da instituição de que está comprometido com Stanford, o que facilitaria a obtenção de uma bolsa para seu laboratório. Olive aceita o acordo para ajudar Anh e Jeremy. Como Anh viu o beijo, o namoro falso precisa parecer convincente dentro e fora do campus. Aos poucos, Olive e Adam começam a agir como um casal real, mesmo sabendo que o acordo tem prazo.
O filme não abandona os personagens secundários. Anh permanece relevante e influencia várias reviravoltas. Jaboukie Young-White, como Malcolm, foge dos estereótipos do gênero e entrega situações cômicas. O filme dedica espaço às relações de Olive com seus amigos, e não apenas ao romance. Jeremy poderia ter tido mais tempo de tela, mas a duração curta do filme limita isso.
A maior fraqueza do filme está perto do final. O encontro de Olive com o professor Tom Benton (Arty Froushan) deveria ser o ponto mais tenso, mas o filme não consegue equilibrar a resolução de todos os conflitos com o ritmo estabelecido. O final é satisfatório, mas chega rápido demais considerando a construção anterior.
No geral, “A Hipótese do Amor” é uma comédia romântica eficiente, sustentada por seu elenco, em uma adaptação sólida dentro do gênero. Com mais obras de Hazelwood em desenvolvimento, resta ver se alguma delas alcançará o mesmo nível.







