
Apesar da postura extrovertida, Jérémie (Benjamin Décosterd) é um adolescente tímido que esconde, de todos, sua homossexualidade. Ele tenta lidar com o colega de classe Damien (Anton Ciurla), que é ao mesmo tempo fantasia e confusão, e com a mãe, Gina (Manuela Biedermann), distante, porém, generosa e protetora. A vida de mãe e filho estão prestes a mudar, e o curta acompanha esse processo.
“Cappuccino” é um curta-metragem suíço de 15 minutos, lançado em 2010, falado em francês. É o trabalho mais conhecido do diretor Tamer Ruggli, e se destaca num gênero onde a maioria dos curtas LGBTQIAPN+ costuma falhar no roteiro, na atuação ou nos dois. Aqui, os três atores principais sustentam um texto mediano e o elevam. Os dois jovens são especialmente bons, e é uma pena que não tenham seguido carreira. A atriz que interpreta a mãe também entrega uma performance convincente.
O curta evita um final totalmente feliz, ao não suavizar a descoberta da sexualidade e por não transformar tudo em lição edificante. É ressaltado que a autoimagem também é muito importante para uma maior aceitação de quem se é (vide a mãe se “despindo”). E se você estiver se perguntando porque o curta recebeu o título de “Cappuccino”, espere a cena final e será fácil de entender.
















