“Cansei de Ser Galã”, documentário sobre Claudio Marzo, recebe sessões na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

O documentário “Cansei de Ser Galã”, codirigido por Bento Marzo e Eduardo Ades (diretor de “Torquato Neto: Todas as Horas do Fim”), integra a Mostra Brasil da 50ª MostraInternacional de Cinema de São Paulo e fará a sua primeira sessão nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 19h15, no Espaço Petrobrás de Cinema — Sala 2 (Rua Augusta, 1475 — Consolação), que contará com as presenças dos diretores e representantes da equipe. A reprise será no dia 29 de outubro, às 16h30, no Cine Tutu (Rua Girassol, 555 — Vila Madalena).

Confira abaixo uma cena inédita deste documentário que mergulha na intimidade e na trajetória profissional de Claudio Marzo, um dos nomes mais emblemáticos da televisão e do cinema brasileiros, investigando a tensão entre o rótulo de galã conquistado na juventude e seu desejo por uma vida contestadora e autêntica.

O ponto de partida do projeto nasceu de uma descoberta afetiva, como relata o codiretor Bento Marzo, filho do ator: “Um ano após a morte do meu pai, encontrei uma caixa cheia de rolos de super 8 filmados por ele nos anos 1970. Algum tempo depois consegui projetar e digitalizar esse material. Ver essas imagens me revelou, em movimentos e cores, uma parte de sua vida desconhecida para mim. Naquele momento entendi que precisava descobrir quem ele havia sido nesse período e que havia ali uma história a ser contada.“

A partir de um acervo pessoal inédito reunido pela família e da narração em primeira pessoa conduzida pelo ator Sergio Guizé, que narra entrevistas concedidas para a mídia imprensa e memórias em primeira pessoa de Claudio Marzo, o filme reconstrói a figura do artista inconformado. Entre memórias familiares, registros de bastidores e passagens marcantes, como o período de desaceleração e busca por liberdade em Arembepe (BA), a obra explora como Marzo recusou os enquadramentos da fama para construir uma identidade artística própria.

Para o codiretor Eduardo Ades, o projeto equilibra o afeto íntimo com um panorama geracional mais amplo: “Eu fiquei super feliz e honrado quando o Bento me convidou para fazer esse filme com ele. Porque, por um lado, é um filme muito pessoal, sobre a história do pai dele. Foi de uma confiança muito grande. Mas, por outro lado, quando ele me faz esse convite, eu entendi que ele também queria que não fosse só um filme pessoal. Foi isso que me interessou no projeto. E acho que a gente conseguiu chegar nessa justa medida: partindo de um ponto de vista particular, de um filho querendo conhecer mais o pai, contar uma história de vida incrível, muito reveladora de uma certa história do país, daquela sua geração.“

O documentário reúne um vasto painel de depoimentos de amigos, familiares e grandes parceiros de cena e bastidores, como Alexandra Marzo, Almir Sater, Betty Faria, Boni, Daniel Filho, Georgiana de Moraes, Jayme Monjardim, Regina Duarte, Stepan Nercessian, Tonico Pereira e Walter Lima Junior, além de preciosos registros de arquivo com figuras como Hugo Carvana e Antonio Pedro Borges.

Com roteiro assinado por Bento Marzo, Candida Sastre e Eduardo Ades, montagem de Rita Carvana, produção de Julio Carvana e Rita Carvana e trilha sonora original de Marcelo Callado, “Cansei de Ser Galã” expõe o homem por trás do mito e o compromisso de Claudio Marzo com a verdade do seu ofício.


SINOPSE
Muito jovem, Claudio Marzo estourou como galã de novelas. Seu arquivo pessoal inédito, junto com o depoimento de amigos, revelam, no entanto, uma faceta pouco conhecida do público. O homem inconformado e contestador, o ator em uma permanente busca pela autenticidade de sua imagem.

FICHA TÉCNICA

Direção: Bento Marzo e Eduardo Ades

Roteiro: Bento Marzo, Candida Sastre e Eduardo Ades

Montagem: Rita Carvana

Produção Executiva: Julio Carvana

Produção: Julio Carvana e Rita Carvana

Direção de Fotografia: Miguel Lindenberg

Som Direto: Gian Ciminelli

Assistência de Direção: Giulia Butler

Assistência de Produção Executiva: Bruna Britto

Assistência de Produção: Patrícia Lencastre

Direção de Fotografia Adicional: Lincoln Santos

Som Direto Adicional: Julio Lobato

Foquista Adicional: Gabriel Guimarães

Produção de Finalização: Marx Braga

Edição de Som e Mixagem: Damião Lopes

Mixado no Estúdio Eufonia

Trilha Sonora Original: Marcelo Callado

Mixagem da Trilha Sonora: Léo “Shogun” Moreira

Pesquisa Iconográfica: Rato de Cinemateca

Videografismo: Renato Vilarouca e Rico Vilarouca

Correção de Cor: Bernardo Brik

Design Gráfico: Felipe Braga

Controladoria e Financeiro: Andrea Camargo

Assessoria Jurídica: Senna Advogados

Assessoria Contábil: Riocap Contábil

Acessibilidade: All Dub Group

Produção: Mac Comunicação e Produção Ltda.
Realizado com a parceria da Rio Filme.
Apoio: Globonews
Patrocínio: Itaú.

Depoimentos de Alexandra Marzo, Almir Sater, Amir Haddad, Antonio Pedro Borges (in memorian), Betty Faria, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), Cacala Carvana, Charles Peixoto, Daniel Filho, Diogo Marzo, Georgiana de Moraes, Hugo Carvana (in memorian), Jayme Monjardim, Julio Carvana, Jurema Marzo, Kleber Santos (in memorian), Luiz Carlos Lacerda (Bigode), Martha Alencar, Murilo Salles, Neia Wenderroscky, Regina Duarte, Stepan Nercessian, Sura Berditchevsky, Tonico Pereira, Walter Lima Junior e Zelito Viana.

Narração de Sergio Guizé.


SOBRE BENTO MARZO

Bento Marzo é diretor de fotografia e diretor. Atualmente fotografa o longa de ficção “No Grau” (Vladimir Seixas, 2026) e codirigiu o documentário “Cansei de ser galã”. Em 2024, recebeu o prêmio de fotografia de curtas da Associação Brasileira de Cinematografia. 

SOBRE EDUARDO ADES

EDUARDO ADES é cineasta. Realizou os documentários “Barragem” (2021), “Torquato Neto – Todas as horas do fim” (2017) e “Crônica da demolição” (2015), e os curtas de ficção “Teatro de máscaras” (2022) e “A dama do Estácio” (2012). Produziu os longas “Mata” (2020), “Yorimatã” (2014) e “Morro dos Prazeres” (2013), além de diversos curtas.

SOBRE A MAC COMUNICAÇÃO
Fundada em 1992 por  Martha Alencar, jornalista e Hugo Carvana, a Mac Comunicação produziu 7 longas metragens e 3 séries de TV. Esses filmes e séries – exibidos nos cinemas e em plataformas diversas, encantaram multidões, sendo transmitidos na TV, vendidos em mídia física e enriqueceram festivais. Entre as produções de  sucesso da Mac se destacam: Homem Nu, Casa da mãe Joana 1 e 2, Não se preocupe nada vai dar certo, as séries de TV Saideira e Duelo de Guitarras. 

SOBRE A RIO FILME
Fundada em 1992, a RioFilme é a empresa pública municipal responsável por apoiar e promover o setor audiovisual no Rio de Janeiro. Sua missão é fomentar o desenvolvimento do setor em toda a cadeia de valor, fortalecendo tanto a economia quanto a identidade cultural da cidade.   A RioFilme investe em todas as etapas do ecossistema audiovisual — da formação e desenvolvimento à produção, distribuição, exibição e promoção internacional. Também atua na democratização do acesso às salas de cinema e oferece apoio estratégico a produtores brasileiros e estrangeiros que desejam filmar no Rio, por meio da Rio Film Commission.

SOBRE A ARTHOUSE

A ArtHouse é uma distribuidora dedicada ao cinema independente que traz em seu catálogo filmes como “A Erva do Rato” e “Educação Sentimental”, de Julio Bressane, “A História da Eternidade” e “King Kong em Asunción”,  de Camilo Cavalcante, “Big Jato” e “Piedade”, de Cláudio Assis, “Futuro Junho”, de Maria Augusta Ramos, “Um Filme de Cinema”, de Walter Carvalho,  o argentino “Vergel”, de Kris Niklison, o português “Os Maias”, de João Botelho, “Relatos do Front”, de Renato Martins, “Auto de Resistência”, de Natasha Neri e Lula Carvalho, “Fevereiros”, de Marcio Debelian, “Música para Quando as Luzes se Apagam”, de Ismael Canepele, “O Beijo no Asfalto”, de Murilo Benício, e “Domingo”, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, entre outros de um conjunto mais de 30 longas entre filmes de ficção e documentários, em 15 anos de  trajetória. 

Como destaque entre os lançamentos para 2026 os filmes  ¨ Pele de Rinoceronte ¨, de Marcello Ludwig Maia, ¨Quatro Meninas¨ de Karen Suzane, 2025 (76o. Festival de Berlin – Generation 14 Plus 2026; 58o. Festival de Brasília – Premio Especial do Juri; Melhor atriz para Dhara Lopes; 27o. Festival do Rio e 49o. São Paulo International Film Festival.),  ¨ Vivo 76 ¨ , de Lirio Ferreira,  ¨London 70 ¨, de Rejane Zilles,  ¨ Nada a Fazer ¨ de Leandra Leal e  ¨As Vitrines¨ de Flavia Castro, 2025 (34o. Festival de Biarritz Amérique Latine; 27o. Festival do Rio e 49o. São Paulo International Film Festival)  em parceria com o Filmes do Estação.

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