Asombrosa Elisa, 2022 (por Peter P. Douglas)

Todo ano alguém pergunta se nos festivais eu só vejo filmes excelentes. Não! E para provar, aqui vai “A Incrível Elisa” (Amazing Elisa AKA Asombrosa Elisa, 2022), um desastre espanhol.

O filme é vendido como terror sobre uma adolescente que acredita ter superpoderes depois da morte da mãe. Isso cai por terra nos primeiros minutos, quando Elisa pede para uma amiga esfaqueá-la porque acha que tem um campo de força. Não tem. Ela leva a facada. E decide se vingar do homem que “matou” sua mãe quando o vê no supermercado. Elisa é só uma adolescente imprudente levada ao extremo.

O diretor, Sadrac González-Perellón, entrega algo tão fraco que parece um trabalho escolar. Nada funciona, apesar de haver elementos que poderiam render algo bem decente. A história de Elisa é acompanhada por outras duas tramas que deveriam convergir, mas não convergem. O filme tenta se vender como feminista porque as protagonistas são mulheres, mas isso não melhora nada.

A direção de atores é inexistente. Cada um atua como quer. O diretor ainda tenta exibir referências de forma óbvia e infantil, como colocar um personagem com rosto pixelado para parecer “lynchiano”. É esse nível.

O horror espanhol vinha crescendo, mas se “A Incrível Elisa” representa o futuro que estão tentando vender, o caminho é ruim.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *