
Erupcja (2025), longa-metragem de drama, coprodução estadunidense polonesa, distribuído pela Imovision, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 21 de maio de 2026, com classificação indicativa 12 anos e 71 minutos de duração.
Goste ou não, as estrelas pop estão invadindo os filmes que você assiste. Mas vamos ser sinceros: isso não é novidade nenhuma. Madonna já fez isso lá atrás, redefiniu a própria carreira, contracenou com Tom Hanks, ganhou Globo de Ouro e ainda colocou o prêmio numa prateleira que provavelmente custava mais que meu apartamento. Agora, a nova embaixadora pop do cinema parece ser Charli XCX, e eu, pessoalmente, gostei.
Ela é a protagonista desse poema audiovisual dirigido por Pete Ohs. Praticamente uma homenagem moderna à Nouvelle Vague francesa, só que com glitter, clubinho underground e Charli XCX andando por Varsóvia como se fosse a dona da cidade.
A história acompanha Bethany (Charli XCX) e Rob (Will Madden), um casal que decide fazer uma viagem romântica para Varsóvia — que, aliás, é um destino que eu também tenho curiosidade de visitar. Mas a viagem toma um rumo inesperado quando uma erupção vulcânica (sim, isso mesmo) empurra Bethany para uma aventura espontânea com Nel (Lena Gora), uma amiga de infância. De repente, ela está pulando de loft em loft, de clube em clube, de crise existencial em crise existencial, enquanto tenta entender quem ela é e o que quer da vida. Enquanto isso, Rob está lá, apaixonado, planejando um pedido de casamento e tentando acompanhar o ritmo emocional de Bethany, que está em modo “autodescoberta turbo”.
Pete Ohs escreveu, dirigiu, editou, fotografou e produziu o filme — basicamente fez tudo, menos servir café no set. E o resultado é um perfeito final de noite europeu, daqueles que você assiste com o coração meio mole e a mente meio filosófica.
Os personagens são moralmente complexos, com atuações sutis e cheias de camadas. O elenco de apoio também brilha, incluindo uma participação do dramaturgo Jeremy O. Harris. Mas o grande destaque é mesmo Charli XCX. Ela está tão natural, tão confortável, tão… Charli, que parece que nasceu para fazer esse tipo de filme. E considerando que ela é cinéfila assumida no Letterboxd, faz todo sentido que esteja usando sua influência pop para empurrar o cinema indie para o centro das atenções. A geração Z precisava de uma embaixadora cinematográfica — e sinceramente, quem melhor do que ela.
“Erupcja” vale a pena não só pela história, mas pela viagem sensorial: Varsóvia, vulcões metafóricos, relacionamentos intensos, descobertas pessoais e aquela sensação de que viajar pode reorganizar sua vida inteira. Pete Ohs entrega exatamente isso: um filme que fala sobre amor, caos, juventude e o desejo ardente de viver algo que faça sentido.
















