Borbulha (por Peter P. Douglas)

Borbulha (Pimple, 2025), curta-metragem português, com 04 minutos de duração, exibido durante o 22º Fantaspoa, realizado entre os dias 8 e 26 de abril de 2026. Na trama, a espinha de um menino estoura, causando um desastre sangrento.

Uma criança aparece com uma espinha na testa. Até aí, nada de novo: é só mais um dia normal no calendário hormonal da adolescência. Mas quando um grupo de bullies resolve atacar o nosso protagonista espinhento… eis que surge a Borbulha — um herói, diga-se de passagem, que tem tanto de amigo quanto de vilão. É tipo um Deadpool dermatológico. Um alguém que salva não só o garoto, mas também a esperança de um mundo onde ninguém mais precise sofrer por causa de uma espinha mal posicionada.

O diretor Fernando Alle pega puberdade, bullying e body horror, joga tudo no liquidificador e transforma a vergonha adolescente em superpoder. Em poucos minutos, ele entrega uma narrativa ritmada, cheia de detalhes deliciosos, com aquela energia caótica que lembra os filmes da Troma — só que com mais pus e menos orçamento.

Um filme bem feito não precisa de horas para mostrar o propõe. Este curta prova isso lindamente: conecta-se com o público usando um problema universal (a maldita espinha), mostra uma realidade que todo mundo já viveu e ainda entrega um final cômico que muita gente gostaria de ter experimentado na vida real. Quem nunca quis que sua acne resolvesse seus problemas… de forma explosiva?

Em geral, “Borbulha” usa o humor típico da animação para transformar a vergonha adolescente em um espetáculo catártico de body horror. Quando tudo foge do controle — assim como a acne sempre faz — rir realmente é o melhor remédio. Ou, no caso deste curta, o segundo melhor. O primeiro é torcer para que sua espinha/borbulha não ganhe consciência própria.

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