
Wicked: Parte II (Wicked: For Good, 2025), longa-metragem estadunidense de fantasia, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 20 de novembro de 2025, com classificação indicativa 10 anos e 137 minutos de duração, sendo uma continuação grandiosa em escala, mas menos inspirada que seu antecessor, tanto nas músicas quanto no enredo.
A trama retoma os acontecimentos após “Wicked: Parte 1” (2024). Elphaba (Cynthia Erivo), agora vista como a temida Bruxa Má do Oeste, vive escondida na floresta enquanto continua sua luta pelos direitos dos Animais e para expor a manipulação do Mágico de Oz (Jeff Goldblum). Glinda (Ariana Grande), por sua vez, assume o papel de símbolo oficial da bondade, vivendo no palácio e se preparando para casar com Fiyero (Jonathan Bailey). O conflito entre as duas cresce, e a chegada de Dorothy ameaça desestabilizar ainda mais o destino de Oz.
John M. Chu, que já havia dirigido a primeira parte, retorna para concluir a adaptação do musical da Broadway. Sua experiência com grandes produções musicais é evidente, mas aqui o resultado não alcança o impacto da primeira parte. O filme tem momentos grandiosos, mas carece da mesma energia e frescor que marcaram o antecessor.
O elenco continua sendo um dos pontos fortes. No entanto, o que pesa contra o filme é justamente o que deveria ser seu núcleo: as músicas e o enredo. As canções, embora bem executadas, não têm o mesmo impacto ou memorabilidade da primeira parte. O enredo, ao adaptar o segundo ato do musical, se mostra mais arrastado e menos envolvente, com algumas passagens que parecem repetitivas. A química entre Erivo e Grande continua funcionando, mas não é suficiente para compensar a falha narrativa.
Em termos de produção, o filme impressiona pelo cuidado técnico e pela escala, mas deixa a sensação de que o clímax não corresponde às expectativas criadas pelo primeiro capítulo. Apesar de provavelmente alcançar grande sucesso de bilheteria e de indicações em premiações, a sequência se revela menos inspirada, funcionando mais como conclusão necessária do que como obra que se sustenta por si só.
No fim, “Wicked: Parte 2” entrega espetáculo e bons momentos de atuação, mas confirma que a primeira parte foi mais forte e memorável. É uma despedida digna, mas sem o mesmo brilho que fez o público se apaixonar pelo início da história.















