
Villain (2023), dirigido por Sparky Tehnsuko, é um curta-metragem de fantasia, com cerca de dez minutos, que mesmo não possuindo diálogos, consegue condensar uma narrativa promissora em um espaço de tempo bem enxuto.
Ambientado na Grã-Bretanha da Idade do Ferro, o filme acompanha Georgia, uma adolescente que parte em busca de vingança contra o dragão (vilão do título) que destruiu sua casa e matou sua mãe. Mas o que começa como uma jornada de ódio se transforma em algo mais complexo quando ela encontra Sabra, uma criança escamosa no covil da criatura.
O que chama atenção logo de cara é o cuidado com a ambientação. A fotografia é belíssima. O uso de efeitos práticos — especialmente nas cenas com fogo — dá ao filme uma textura orgânica que muitos curtas digitais não conseguem alcançar.
Bella Ramsey, conhecida por seus papéis nos seriados “Game of Thrones” e “The Last of Us”, interpreta Georgia. Sabra é vivida por Isla Gie. A interação entre as duas atrizes em cena é convincente e natural, o que ajuda na dramaticidade.
Contudo, o curta pode deixar alguns espectadores frustrados pela falta de explicações. O roteiro aposta na sugestão e no subtexto, evitando resoluções claras. Embora isso funcione para quem aprecia narrativas mais abertas, pode parecer incompleto para quem busca uma história com começo, meio e fim bem definidos.
O desfecho, não gira em torno de vencer ou perder, mas sim do peso da escolha tomada. Deixando uma sensação de que a violência nunca é tão simples quanto parece.














