Terror em Silent Hill: Regresso Para o Inferno (por Peter P. Douglas)

Terror em Silent Hill 3 – Regresso para o Inferno (Return to Silent Hill, 2025), longa-metragem alemão de suspense psicológico e terror, distribuído pela Paris Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 22 de janeiro de 2026, com classificação indicativa 16 anos e 106 minutos de duração.

James Sunderland (Jeremy Irvine) recebe uma carta de sua alma gêmea, Mary Crane (Hannah Emily Anderson), chamando-o de volta à cidade de Silent Hill. James está mergulhado em tristeza e angústia devido à separação de sua amada e não perde tempo em retornar ao lugar onde se apaixonaram. Ao chegar, James não reconhece Silent Hill — a cidade está envolta em uma densa névoa e quase todos desapareceram. Mesmo assim, a mensagem de Mary menciona o “lugar especial” deles, que acredita-se ser dentro do Hotel Lakeview. Se houver alguma chance de ela estar lá, James está disposto a arriscar tudo — mesmo que isso signifique enfrentar os pesadelos que agora assombram Silent Hill.

O diretor Christophe Gans, responsável por “Terror em Silent Hill” (2006), retorna para assumir este que é o terceiro filme da franquia cinematográfica (o segundo é a adaptação esquecível de 2012, “Silent Hill: Revelação”).

“Regresso Para o Inferno” adapta (quase em um copia e cola) o aclamado jogo “Silent Hill 2” (2001). Para os jogadores do game (que irão se deparar com uma tonelada de fan service) fica claro que o diretor demonstra conhecimento sobre a ambientação e trama do material original, apesar de tomar rumos diferentes. Mas não se pode culpá-lo, afinal, em cerca de noventa minutos de filme, deve caber entre oito a dez horas de jogatina.

Muitas informações importantes que existem no jogo acabam ficando de fora do filme, contudo essa omissão serve apenas para romantizar a missão de James e suavizar sua atmosfera sombria. O restante está lá.

Personagens secundários como Laura (Evie Templeton, a dubladora e responsável pela captura de movimentos de Laura no remake do game em 2024), Angela Orosco (Eve Macklin) e Eddie Dombrowski (Pearse Egan) aparecem, ainda que em referências superficiais (um tanto fora de seus arcos narrativos originais). Os monstros como as Enfermeiras Cabeça de Bolha, o Cabeça de Pirâmide e os Rastejadores (estes com suas terríveis bocas humanóides) provam que o diretor sabe o que o público quer ver (ainda que em alguns momentos, o CGI não contribua para trazer realismo). Akira Yamaoka (compositor da franquia dos jogos) assumi a trilha sonora. E algumas cenas claramente parecem ter sido arrancadas diretamente do jogo (olha o fan service novamente).

Fica o aviso que, a narrativa é lenta, passando por determinadas mudanças bruscas em alguns momentos. Contudo o roteiro co-escrito por Will Schneider e Sandra Vo-Ahn, sabe segurar o interesse de quem assiste.

A atuação do elenco é regular, ainda que James (nosso protagonista), em várias situações, não consiga passar de forma verossímil suas emoções (mas nada que o desabone).

Em geral, “Terror em Silent Hill – Regresso Para o Inferno” funciona, e a fidelidade em várias cenas deve agradar quem conhece o jogo (SH 2), embora certas escolhas criativas possam gerar estranhamento. As alterações feitas na história original do game (que possui vários finais) dá a sensação de que a produção tentou ao máximo condensar narrativamente o que foi possível a fim de agradar novos e antigos fãs.

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