
Superman (2025), longa-metragem estadunidense de ação e aventura, distribuído pela Warner Bros, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 10 de julho de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 130 minutos de duração.
Sob a direção de James Gunn, a obra busca devolver ao personagem seu status de super-herói carismático que muitas vezes perdeu em suas adaptações .
A trama não reconta a origem de Clark Kent, mas parte de um momento em que o herói já é conhecido pelo mundo. O filme explora o contraste entre a admiração inicial e a crescente desconfiança de parte da humanidade, especialmente através de Lex Luthor (Nicholas Hoult), cuja genialidade e rancor o colocam como contraponto intelectual ao poder físico de Superman. Essa escolha dá ao conflito central uma dimensão mais psicológica do que simplesmente bélica.
David Corenswet assume o papel de Clark Kent/Superman e, entrega uma interpretação sincera, equilibrando força e frustração diante das críticas constantes. Rachel Brosnahan como Lois Lane, tenta deixar a personagem menos irritante, destacando sua inteligência e química com Clark, sem reduzir a personagem a um simples interesse romântico. Senhor Incrível, vivido por Edi Gathegi, aparece como figura secundária que rouba cenas com humor e sagacidade, assim como Krypto, o cachorro travesso da Supergirl (Milly Alcock). A sementinha da “Gangue da Justiça”também foi plantada para uma futura continuação.
Gunn opta por mostrar Superman como alguém que deseja coisas comuns — trabalho, amizade, compreensão — e que sua humanidade é reforçada pela influência dos pais adotivos. O filme também aborda como redes sociais e narrativas midiáticas moldam a percepção pública do herói, enveredando o roteiro para uma pontada de crítica política.
Alguns efeitos visuais são irregulares, o traje chama atenção por detalhes de costura, e certas cenas de humor não funcionam tão bem. Mas pode-se ignorar esses “defeitos” facilmente, pois tudo o que é apresentado tende a deixar o público até as cenas pós-crédito. A trilha sonora combina o clássico tema de John Williams com versões modernizadas, criando mais momentos de impacto.
Em resumo, “Superman (2025)” deve ser visto como uma produção que devolve ao personagem a dimensão de herói inspirador, equilibrando ação, reflexão e emoção. Gunn entrega um filme que, mesmo com pequenas falhas técnicas, reafirma a relevância do Superman como símbolo de esperança em tempos de divisão.













