Super Mario Galaxy: O Filme, 2025 (por Peter P. Douglas)

Super Mario Galaxy – O Filme (The Super Mario Galaxy Movie, 2025), longa-metragem estadunidense de animação, distribuído pela Warner Bros, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 01 de abril de 2026, com classificação indicativa 06 anos e 99 minutos de duração, dirigido por Michael Jalenic e Aaron Horvath (responsáveis pelo título anterior).

Em 2023, “Super Mario Bros.: O Filme” fez mais do que lotar cinemas: ele basicamente imprimiu dinheiro, ultrapassando US$ 1,3 bilhão e deixando claro que a Nintendo finalmente descobriu como transformar bigodes e encanamento em ouro puro. O longa não era exatamente uma obra-prima iluminada pelos deuses do cinema, mas entregou nostalgia, ação e referências suficientes para deixar qualquer fã com um sorriso bobo. E, claro, provou que quando você não destrói o material original, as coisas tendem a funcionar.

A sequência, “Super Mario Galaxy: O Filme”, chega chutando a porta, derrubando móveis e dizendo: “história? Nunca ouvi falar”. Depois de uma introdução rápida com Rosalina (Brie Larson) — rápida mesmo, tipo “oi, sumiu” — o filme pisa no acelerador e esquece onde fica o freio. É ação, piada, referência, explosão de cor, mais referência, mais piada, e em algum momento você percebe que está assistindo a um filme que parece ter sido montado por alguém que tomou café demais e dormiu de menos.

O filme reapresenta Mario (Chris Prat), Luigi (Charlie Day), Peach (Anya Taylor-Joy), Toad (Keegan-Michael Key) e Bowser (Jack Black), e ainda joga Bowser Jr. (Ben Safdie) e Yoshi (Donald Glover) na mistura, como quem diz: “toma, fã, se vira”. A partir daí, vira uma viagem turística pelo catálogo inteiro da Nintendo. Tem “Super Mario World”, “Mario 64”, “Odyssey”, e até uma sequência dedicada a “Super Mario Bros. 2”, aquele jogo que ninguém entende direito, mas todo mundo finge que gosta. Como fã, é divertido; como alguém tentando acompanhar a história, é tipo tentar ler um livro enquanto alguém joga confete no seu rosto.

Mas apesar da salada de referências, o filme é, sem dúvida, um festival dedicado a “Super Mario Galaxy”. O Observatório de Cometas está lá, lindíssimo. O Festival das Estrelas virou festa de aniversário da Peach, porque? por que não? As estrelas de lançamento aparecem o tempo todo, e os planetas reconhecíveis piscam na tela como se estivessem dizendo “lembra de mim?”. É Galaxy do começo ao fim, com direito a trilha sonora que faz você querer abraçar Koji Kondo e Brian Tyler ao mesmo tempo.

Falando nisso, o filme finalmente aprendeu a lição: quase nada de músicas licenciadas. Decidiu-se usar as canções que realmente importam — as do jogo. E, veja só, funciona. A trilha orquestral de Galaxy cai como uma luva, e os pequenos trechos musicais espalhados pelo filme fazem qualquer fã sorrir como se tivesse encontrado uma moeda escondida.

Antes de finalizar, tenho dois apontamentos a serem feitos quanto a participações especiais de personagens no filme: primeiro, vou falar daquele que o marketing fez parecer que seria o novo protagonista, mas no filme ele aparece menos do que figurante de novela. Yoshi. Ah, Yoshi. Ele surge, dá um “oi”, entra no grupo sem explicação e pronto. Toad até comenta isso. É um sintoma claro do problema maior: a história parece ter sido costurada com fita adesiva e boa vontade. Funciona? Funciona. Mas não peça lógica.

E em segundo, temos Fox McCloud (Glen Powell). Sim, Fox McCloud. Porque aparentemente alguém na Nintendo decidiu que era hora de misturar universos. A participação dele é divertida, mas tão aleatória que parece ter sido escolhida por sorteio. Ainda assim, ver Star Fox explicado em um filme de Mario é o tipo de coisa que faz qualquer fã pensar: “não acredito que isso está acontecendo”.

No fim, “Super Mario Galaxy: O Filme” vive de momentos. Momentos lindos, momentos engraçados, momentos que fazem você querer pausar para respirar. É um filme feito para crianças, mas que acerta em cheio no coração de qualquer adulto que já segurou um controle da Nintendo. A história pode parecer um quebra-cabeça montado às pressas, mas a diversão está lá — e em quantidade industrial.

Obs:. o filme contém duas cenas pós-crédito e uma delas envolve uma princesa que apareceu no filme “Super Mario Bros.” de 1993.

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