
Sangria 1 (2025), longa-metragem nacional slasher, produzido pela Wes4Fun Produções, estreia, oficialmente, no Youtube, a partir do dia 28 de novembro de 2025, com classificação indicativa 18 anos e 92 minutos de duração.
Antes de iniciar, é importante ressaltar que, por se tratar de um “fan film”, a análise foi realizada visando observar de forma mais branda a parte técnica da obra.
A trama gira em torno de um grupo de amigos que decide passar um fim de semana juntos, mas a diversão rapidamente se transforma em pesadelo quando segredos vêm à tona e um assassino mascarado passa a persegui-los. A história se constrói em torno de Luísa (Gaby Moura), Roberto (José Machado), Biel (Afonso Lima), Rafael (Eduardo Luna), Amanda (Gabi Mendes), Natália (Laís Reberte), Danilo (Gustavo Morabito), Matheus (Paulo Martins Filho), Thom (Luccas Garcia), Lisa (Suzy Castanha) e Moisés (Adriano Kehl). Cada personagem é desenhado para representar diferentes perfis de jovens urbanos, concedendo ao filme uma atmosfera próxima da realidade brasileira.
Wesley Veiga, que assina direção e roteiro, já havia se aventurado em produções independentes e curtas voltados ao público de terror, mas “Sangria” marca sua tentativa mais ambiciosa de criar um longa que dialoga com fãs do gênero. Inspirado por franquias como “Pânico” e “Halloween”, o diretor buscou adaptar o formato slasher para o contexto nacional, utilizando locações icônicas de São Paulo e uma chácara isolada que se torna peça central da narrativa.
O elenco, formado em grande parte por atores sem experiência prévia em terror, traz – dentro do possível – espontaneidade às cenas. Essa escolha resulta em reações que parecem menos ensaiadas e mais próximas daquilo que se espera em situações de tensão. A produção contou com uma equipe reduzida, incluindo o maquiador Renan Damasceno e o preparador de elenco Giovanni Stefano, que foram fundamentais para dar credibilidade às sequências de violência e suspense.
A direção de Veiga se destaca pelo esforço em equilibrar referências internacionais com elementos locais. O filme não opta apenas em copiar fórmulas, mas tenta criar uma atmosfera própria, explorando tanto os espaços urbanos quanto o isolamento da chácara. Em certos momentos, o ritmo se alonga, o que pode ser visto por alguns como: um recurso para intensificar o suspense e a expectativa diante das revelações, mas por outros, como: algo dispensável. O uso de efeitos práticos, aliado a uma fotografia que valoriza os cenários, reforça o caráter experimental da produção.
No geral, “Sangria” é um exercício de paixão pelo gênero. É um filme que busca dialogar com fãs de terror, oferecendo suspense, sangue e mistério, mas também mostrando que o cinema independente brasileiro pode se aventurar em territórios pouco explorados. A estreia gratuita no YouTube amplia o alcance da obra e reforça o desejo de Veiga de transformar o projeto em uma franquia, caso o público abrace a proposta.







