Resenha | Maria Gargalhada, de Dulce Seabra e Sérgio Maciel

LC Agência de Comunicação nos enviou para leitura e resenha o livro infantil “Maria Gargalhada”, escrito por Dulce Seabra e Sérgio Maciel, ilustrado por Marco Antonio Godoy e publicado pela Cortez Editora.

O livro consegue, com leveza e inteligência, provocar uma reflexão importante sobre empatia, convivência e respeito entre crianças. A história gira em torno de Maria, uma menina alegre e espontânea, conhecida por rir alto e sem filtro dos erros e tropeços dos colegas. O apelido “Gargalhada” não é à toa — ela é o tipo de criança que contagia o ambiente com seu bom humor, mas também pode, sem perceber, magoar quem está por perto.

O ponto de virada da narrativa acontece quando Maria escorrega e cai na frente de todos. Ninguém ri. E ela, pela primeira vez, sente o que é estar do outro lado. Esse momento, simples e direto, é o que dá profundidade à história. A partir daí, Maria começa a repensar suas atitudes, e o livro convida o leitor a fazer o mesmo. A linguagem é acessível, pensada para crianças entre 6 e 8 anos, mas sem subestimar a capacidade delas de entender sentimentos complexos como vergonha, arrependimento e compaixão.

O texto é acompanhado pelas ilustrações de Marco Antonio Godoy, que reforçam o tom acolhedor da obra. Os desenhos ajudam a visualizar as emoções dos personagens e tornam a leitura mais envolvente. Há um cuidado evidente em alinhar imagem e narrativa, o que é essencial em livros voltados para o público infantil.

O que torna “Maria Gargalhada” especial é que ele não tenta ensinar com lições diretas ou moralismos. Ele mostra, através da experiência da protagonista, como o riso pode ser leve e divertido — mas também pode machucar. E como reconhecer isso é parte do crescimento. A história não transforma Maria em uma personagem “correta” de uma hora para outra. Ela continua sendo ela mesma, mas com mais consciência sobre o impacto que tem nos outros.

Dulce Seabra e Sérgio Maciel já têm experiência com temas voltados para o desenvolvimento socioemocional, e isso aparece aqui com naturalidade. O livro não se propõe a resolver conflitos, mas a abrir espaço para que eles sejam conversados. É uma leitura que pode ser usada em sala de aula, em casa, ou em rodas de conversa com crianças, justamente por tocar em algo que todas elas vivem: o desafio de conviver com os outros sem perder a própria espontaneidade.

No fim das contas, “Maria Gargalhada” é um livro que fala sobre escuta, sobre cuidado, e sobre como o humor pode ser uma ponte — ou uma barreira — entre as pessoas. E isso, para leitores pequenos, é uma mensagem poderosa.


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