Red – Aposentados e Perigosos (por Casal Doug Kelly)

Red – Aposentados e Perigosos (Red, 2010), longa-metragem estadunidense de ação e comédia, com classificação indicativa 14 anos e 111 minutos de duração, dirigido por Robert Schwentke.

É aquele tipo de filme que não tenta reinventar a roda, mas sabe exatamente como fazer ela girar com estilo. A premissa é simples: um grupo de ex-agentes secretos aposentados vira alvo da própria agência que os empregava. Mas o charme está em como essa ideia é executada.

Bruce Willis interpreta Frank Moses, um espião aposentado que vive uma rotina pacata, e está interessado em Sarah (Mary-Louise Parker). Tudo muda quando sua casa é invadida por um esquadrão armado. A partir daí, ele reúne sua antiga equipe — e é aí que o filme brilha.

Helen Mirren com uma metralhadora, John Malkovich completamente paranoico e Morgan Freeman com aquele carisma tranquilo que só ele tem. É como se o elenco tivesse se divertido tanto fazendo o filme que a energia transborda para quem está assistindo.

A ação é exagerada, claro. Tem cenas que desafiam qualquer lógica física, como tiros que desviam mísseis e explosões que parecem saídas de um videogame. Mas tudo isso é parte do pacote. O diretor Robert Schwentke não está preocupado em ser realista — ele quer que você se divirta.

O humor é outro ponto forte. Não é exatamente refinado, mas funciona. Tem aquele tom de “comédia do absurdo” que faz você rir mesmo quando sabe que a situação é completamente insana. Sarah, a atendente do seguro social que se vê arrastada para esse mundo de espionagem, é um ótimo contraponto à loucura dos veteranos.

Claro, o roteiro tem seus tropeços. A motivação dos vilões é meio nebulosa, e algumas decisões dos personagens parecem saídas de um sonho febril. Mas o filme nunca se leva a sério demais, e talvez seja isso que o torna tão fácil de assistir.

No fim das contas, “Red – Aposentados e Perigosos” é como aquele tio que conta histórias exageradas do passado — você sabe que metade é invenção, mas não consegue parar de ouvir. Se você gosta de ação com um toque de irreverência e um elenco que sabe brincar com seus próprios estereótipos, vale a pena dar o play.

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