
O Telefone Preto 2 (The Black Phone 2, 2025), longa-metragem estadunidense de suspense e terror, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 16 de outubro de 2025, com classificação indicativa 18 anos e 114 minutos de duração.
“O Telefone Preto 2” continua a história de Finney (Mason Thame) e Gwen (Madeleine McGraw) alguns anos depois dos eventos do primeiro filme. A sequência não tenta se afastar do que funcionou antes, mas leva os personagens para um novo cenário: um acampamento de inverno chamado Alpine Lake. É lá que Gwen começa a ter sonhos estranhos e ligações pelo telefone preto voltam a acontecer, sugerindo que o passado ainda tem muito a dizer.
O longa é mais violento e sangrento que seu antecessor, sem dúvida nenhuma. A pegada aqui é bem diferente. O retorno do Grabber, interpretado por Ethan Hawke, é tratado com cuidado. Mesmo com o destino que ele teve no primeiro filme, sua presença continua a rondar os protagonistas.
A direção de Scott Derrickson mantém o foco nos personagens e no clima de ameaça constante. O filme não se perde em explicações, mas também não deixa tudo solto. Há uma tentativa clara de manter o suspense sem recorrer exclusivamene a jump scaries.
Apesar de possuir momentos em que se alonga mais do que deveria, o filme é consistentemente bom, e é importante destacar suas claras homenagens a “Carrie – A Estranha” e “A Hora do Pesadelo”, misturando sonho e realidade de forma interessante.
O roteiro, escrito por Derrickson e C. Robert Cargill, se baseia nos personagens criados por Joe Hill (filho de Stephen King e quem escreveu o livro de origem), e isso ajuda a manter uma certa coerência com o tom do primeiro filme.
O elenco traz de volta rostos conhecidos como Jeremy Davies e acrescenta novos nomes como Demián Bichir e Arianna Rivas, em atuações que não tentam chamar atenção à força. Gwen ganha mais espaço e se torna o centro da ação, enquanto Finney tenta lidar com o que viveu.
Para quem gostou do primeiro filme, há uma continuidade que faz sentido. Não é uma sequência que tenta ser totalmente maior e mais impactante, mas que sabe ser uma extensão do que já foi apresentado. E isso, por si só, é o suficiente para ser assistido.















