O Ritual (por Peter P. Douglas)

O Ritual (The Ritual, 2024), longa-metragem estadunidense de drama sobrenatural, distribuído pela Paris Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 31 de julho de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 94 minutos de duração.

Dirigido por David Midell e protagonizado por Al Pacino, Dan Stevens e Ashley Greene, o filme se baseia em uma história real (exorcismo mais documentado existente, que originalmente durou 23 dias) sobre dois padres que precisam superar suas diferenças para realizar um exorcismo complexo — e perigoso — em uma jovem chamada Emma Schmidt (interpretada por Abigail Cowen).

A proposta é clara: mais um filme sobre possessão demoníaca. E, para quem já viu muitos títulos do gênero, a sensação é de déjà vu. A narrativa demora a engrenar, com um ritmo lento que só ganha força perto do final. Ainda assim, há momentos interessantes durante os estágios do ritual, com o demônio se tornando cada vez mais agressivo e os personagens sendo testados emocionalmente.

O estilo visual aposta em câmera na mão, o que dá um ar de documentário, como se estivéssemos acompanhando os eventos em tempo real. Isso funciona em alguns momentos, mas também pode cansar, especialmente quando a movimentação é excessiva.

As atuações de Pacino e Stevens são competentes, mas não exatamente marcantes — faltou profundidade nos personagens para que o público se envolvesse mais com o drama deles.

Apesar de alguns sustos e efeitos práticos bem executados, “O Ritual” não consegue se destacar em um gênero já saturado. Para quem gosta de filmes de exorcismo, pode valer a sessão, mas não espere algo inovador. O filme entrega o básico: tensão crescente, confrontos espirituais e uma atmosfera sombria. Só não espere sair do cinema com a sensação de ter visto algo realmente novo.

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