
O Primata (Primate, 2025), longa-metragem estadunidense de suspense e terror, distribuído pela Paramount Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 29 de janeiro de 2026, com classificação indicativa 18 anos e 89 minutos de duração.
Em janeiro, quando os grandes estúdios americanos costumam segurar seus lançamentos mais importantes, o espaço acaba sendo ocupado por thrillers e filmes de terror com baixo orçamento, geralmente com atores pouco conhecidos e tramas bem objetivas. Dentro desse cenário, “O Primata” é o exemplo mais claro do tipo de produção que não enrola.
O filme não tenta criar um universo complexo, não apresenta longas explicações e não trabalha com mistérios elaborados. O diretor Johannes Roberts segue a linha dos antigos filmes B e entrega algo bem enxuto: a história inteira cabe em uma pergunta muito simples — o que acontece quando um chimpanzé raivoso fica preso em uma casa com um grupo de adolescentes? Alguns podem tentar encontrar significados extras, mas, no fim das contas, o filme é exatamente isso. São pouco mais de 80 minutos acompanhando jovens tentando escapar de um macaco completamente descontrolado. E nada além disso.
Essa simplicidade é justamente o que faz o filme funcionar até certo ponto. Ele não traz nada novo e não tenta mudar o velho subgênero de “animal fora de controle”, mas tem um certo charme de filme antigo. Não se preocupa em ser educado ou cuidadoso — nem com o macaco, nem com quem cuida dele, nem com os personagens. E nunca perde o foco: existe um chimpanzé agressivo solto e gente tentando não morrer. É isso. O resto é detalhe.
A história segue essa mesma linha básica. Lucy (Johnny Sequoyah) volta das férias para sua casa no Havaí com duas amigas (Victoria Wyant e Jessica Alexander). Lá vivem seu pai, que é surdo-mudo (Troy Kotsur), sua irmã mais nova, Erin (Gia Hunter), e Ben — o chimpanzé treinado pela mãe de Lucy, que morreu há pouco tempo. Ben não é tratado como um bicho de estimação, mas como parte da família. No avião, as garotas também conhecem alguns garotos animados para festas. E, como o filme mostra logo no começo, há algo errado com Ben. Ele está, digamos, bem irritado.
A tensão cresce até virar pura violência em uma única noite, quando os adolescentes ficam sozinhos na mansão da família no Havaí — uma casa enorme, com piscina, vista bonita e, claro, um chimpanzé treinado. Eles só querem aproveitar, acham que está tudo sob controle porque o pai viajou e acreditam que Ben vai ficar calmo. Mas ele não fica.
A partir desse ponto, vira uma luta para sobreviver. Vários detalhes ajudam a complicar tudo: o formato da piscina, os celulares que não funcionam como deveriam e até a condição do pai. Nada pode ser resolvido rápido. O filme até traz algumas pequenas surpresas ao longo da história, mas nada que mude muito o rumo geral.
Não há muito mistério aqui. Roberts não está preocupado em criar personagens profundos, grandes surpresas ou algo que pareça o início de uma franquia. Por isso, o vírus que deixa o chimpanzé fora de controle não tem nenhum significado especial. O foco do diretor é outro: montar cenas fortes de terror e suspense (e consegue), quase sempre envolvendo o macaco atacando pessoas de maneiras bem gráficas. Fora as tentativas quase sempre inúteis de escapar do chimpanzé.
Em resumo, “O Primata” é um filme simples, feito para funcionar dentro do gênero. Talvez não seja acima da média, mas ainda assim é melhor do que muitos títulos de terror que aparecem por aí hoje em dia.











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