
“O Morro dos Ventos Uivantes” (Wuthering Heights, 2026), longa-metragem estadunidense de romance dramático, distribuído pela Warner Bros, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 12 de fevereiro de 2026, com classificação indicativa 16 anos e 134 minutos de duração.
As “(aspas) que envolvem o nome do filme não foram colocadas em seu título a toa. Trata-se de uma indicação clara, de uma quase ironia, de algo que está sendo utilizado diferentemente do que seu conteúdo sugere.
Para deixar claro, a relação com o romance original é mínima, então “O Morro dos Ventos Uivantes” de Emerald Fennell surge como algo totalmente próprio/único/singular, daqueles filmes que dividem opiniões pela maneira ousada e vibrante com que se apresenta.
A intensidade do desejo, da paixão e da dor aparece com a mesma força das escolhas marcantes de Fennell, do trabalho de fotografia de Linus Sandgren, da direção de arte de Suzie Davis e dos figurinos de Jacqueline Durran.
Margot Robbie e Jacob Elordi brilham individualmente, cada um com uma presença carregada de sensualidade e emoção, mas é quando estão juntos que tudo ganha outra dimensão, impulsionado pela trilha de Anthony Willis e pelas músicas de Charli XCX, que ampliam a atmosfera arrebatadora do filme. O resultado é um turbilhão de anseio, êxtase e desespero.
Não há espaço para sutilezas. Mesmo com seus excessos e sua duração generosa, o lado romântico em mim — aquele que gosta de sentir tudo em volume máximo — saiu completamente rendido.















