
Com programação totalmente gratuita, a mostra celebra o poder feminino com a exibição de 28 filmes de horror dirigidos por mulheres
O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a aguardada mostra MESTRAS DO MACABRO: AS CINEASTAS DO HORROR AO REDOR DO MUNDO a partir desta quinta-feira, 20 de março, e segue com a programação até 21 de abril. A mostra reúne 28 filmes de horror dirigidos por mulheres de diferentes partes do planeta, sendo cinco destes realizados por cineastas brasileiras. A entrada para todas as exibições e atividades será gratuita, uma oportunidade imperdível para explorar as inovações e a riqueza desse universo cinematográfico.
Com curadoria de Beatriz Saldanha, a mostra propõe um panorama histórico do gênero de horror, com títulos realizados entre 1971 e 2023. Sobre a relevância da mostra, a curadora relata “Quando se fala em cinema de horror, todos os fãs conhecem na ponta da língua nomes como George Romero, Wes Craven e John Carpenter, mas se perguntássemos ‘e qual a sua diretora favorita de horror?’, muitas pessoas teriam dificuldade em responder. Existe uma história do horror formada por cânones e por muitos anos as mulheres estiveram à margem dela. Um dos principais objetivos dessa mostra é trazer à luz diretoras que fizeram e estão fazendo filmes de horror tão bons quanto os clássicos que todo mundo adora, deixando evidente que mulheres também podem ser consideradas mestras do macabro.”
Além das projeções, o público também poderá participar de debates e sessões comentadas com algumas das cineastas e especialistas em cinema, promovendo uma análise profunda das obras e de como o gênero tem sido moldado pelas perspectivas femininas. Entre os destaques, está um curso ministrado pela própria curadora Beatriz Saldanha, que oferece uma visão crítica e detalhada sobre a produção feminina no universo do horror.
Entre os filmes selecionados para exibição, há grandes obras que ajudaram a consolidar o Horror como um gênero fértil para abordagens complexas e críticas sociais. A estreia da mostra, no dia 20 de março, é marcada pela exibição de “Quando Chega a Escuridão” (1987), de Kathryn Bigelow, um dos maiores nomes do gênero. Outros títulos marcantes incluem “Desejo e Obsessão” (2001), da diretora francesa Claire Denis, e “O Babadook” (2014), de Jennifer Kent, um dos filmes mais aclamados da última década.
Ao promover MESTRAS DO MACABRO, o CCBB São Paulo reafirma o papel do cinema como um espaço essencial para experimentação artística e reflexão social, ao mesmo tempo em que valoriza a contribuição das mulheres no cenário cinematográfico global. A mostra não apenas celebra as mulheres por trás das câmeras, mas também contribui para a mudança na forma como o gênero é visto, tanto na crítica quanto no imaginário coletivo.
Confira a programação completa:
SEMANA 1
Dia 20 de março – quinta-feira
18h20 – Quando Chega a Escuridão (Near Dark). EUA, 1987. Direção: Kathryn Bigelow. Duração: 94 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 21 de março – sexta-feira
18h20 – Santa Maud (Saint Maud). Reino Unido, 2020. Direção: Rose Glass. Duração: 84 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 22 de março – sábado
16h30 – A Sombra do Pai. Brasil, 2019. Direção: Gabriela Amaral Almeida. Duração: 91 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Seguido de debate com a pesquisadora Laura Cánepa e mediação da curadora Beatriz Saldanha, com tradução em Libras.
Dia 23 de março – domingo
16h – Sinfonia da Necrópole. Brasil, 2016. Direção: Juliana Rojas. Duração: 86 min. Classificação indicativa: 12 anos.
Dia 24 de março – segunda-feira
18h10 – Vingança Macabra (The Oracle). EUA, 1985. Direção: Roberta Findlay. Duração: 93 min. Classificação indicativa: 16 anos.
SEMANA 2
Dia 26 de março – quarta-feira
18h – Sem Seu Sangue, 2020. Direção: Alice Furtado. Duração: 100 min. Classificação indicativa: 16 anos. Sessão acessível: legenda descritiva e interpretação em Libras.
Dia 27 de março – quinta-feira
18h10 – O Babadook (The Babadook). Austrália / Canadá, 2014. Direção: Jennifer Kent. Duração: 90 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 28 de março – sexta-feira
18h – Amores Divididos (Eve’s Bayou). EUA, 1997. Direção: Kasi Lemmons. Duração: 108 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 29 de março – sábado
16h – Sessão Comentada: O Cemitério Maldito (Pet Sematary). EUA, 1989. Direção: Mary Lambert. Duração: 102 min. Classificação indicativa: 16 anos. Sessão acessível: legenda descritiva.
Seguido de palestra com a cineasta Gabriela Amaral Almeida, com tradução em Libras.
Dia 30 de março – domingo
15h – A Fria Luz do Dia (Cold Light of Day). Reino Unido, 1989. Direção: Fhiona Louise. Duração: 79 min. Classificação indicativa: 18 anos.
16h40 – Psicopata Americano (American Psycho). EUA, 2000. Direção: Mary Harron. Duração: 102 min. Classificação indicativa: 18 anos.
Dia 31 de março – segunda-feira
18h20 – Estranhos Poderes (The Godsend). Reino Unido, 1980. Direção: Gabrielle Beaumont. Duração: 86 min. Classificação indicativa: 16 anos.
SEMANA 3
Dia 02 de abril – quarta-feira
18h – Mortos de Fome (Ravenous). Reino Unido, República Tcheca, México, EUA, 1999. Direção: Antonia Bird. Duração: 101 min. Classificação indicativa: 18 anos.
Dia 03 de abril – quinta-feira
18h – A Jaula de Mafu (The Mafu Cage). EUA, 1978. Direção: Karen Arthur. Duração: 101 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 04 de abril – sexta-feira
18h10 – A Lenda de Candyman (Candyman). EUA, 2021. Direção: Nia DaCosta. Duração: 91 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 05 de abril – sábado
16h30 – O Chalé do Lobo (Vlčí Bouda). Tchecoslováquia, 1987. Direção: Vera Chytlová. Duração: 91 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Seguido de debate com a crítica Isabel Wittmann e mediação da curadora Beatriz Saldanha, com tradução em Libras.
Dia 06 de abril – domingo
15h – Medusa. Brasil, 2023. Direção: Anita Rocha da Silveira. Duração: 123 min. Classificação indicativa: 16 anos.
17h30 – O Massacre (The Slumber Party Massacre). EUA, 1982. Direção: Amy Jones. Duração: 76 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 07 de abril – segunda-feira
18h – Terminal Praia Grande. Brasil, 2019. Direção: Mavi Simão. Duração: 73 min. Classificação indicativa: 14 anos.
Seguido de bate-papo com a diretora Mavi Simão.
SEMANA 4
Dia 09 de abril – quarta-feira
18h – Garota Infernal (Jennifer’s Body). EUA, 2009. Direção: Karyn Kusama. Duração: 107 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 10 de abril – quinta-feira
18h – Segredos Evidentes (Youling Renjian). Hong Kong, 2001. Direção: Ann Hui. Duração: 103 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 11 de abril – sexta-feira
15h – Curso Cineastas do Horror com Beatriz Saldanha. Encontro 3. Duração: 120 min. Classificação indicativa: 16 anos.
18h20 – Zumbis do Mal (MessiahofEvil). EUA, 1974. Direção: Willard Huyck e Gloria Katz. Duração: 90 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 12 de abril – sábado
15h – Curso Cineastas do Horror com Beatriz Saldanha. Encontro 3. Duração: 120 min. Classificação indicativa: 16 anos.
17h30 – Quando Chega a Escuridão (Near Dark). EUA, 1987. Direção: Kathryn Bigelow. Duração: 94 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 13 de abril – domingo
15h – Curso Cineastas do Horror com Beatriz Saldanha. Encontro 3. Duração: 120 min. Classificação indicativa: 16 anos.
17h20 – Grave (Grave). França, 2016. Direção: Julia Ducournau. Duração: 98 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 14 de abril – segunda-feira
18h30 – O Doce Vampiro (The Velvet Vampire). EUA, 1971. Direção: Stephanie Rothman. Duração: 80 min. Classificação indicativa: 16 anos.
SEMANA 5
Dia 16 de abril – quarta-feira
18h – Organ: Sem Limites para o Horror (Organ). Japão, 1996. Direção: Kei Fujiwara. Duração: 104 min. Classificação indicativa: 18 anos.
Dia 17 de abril – quinta-feira
18h – O Pesadelo de Celia (Celia). Austrália, 1989. Direção: Ann Turner. Duração: 103 min. Classificação indicativa: 16 anos.
Dia 18 de abril – sexta-feira
16h – Sem Seu Sangue, 2020. Direção: Alice Furtado. Duração: 100 min. Classificação indicativa: 16 anos.
18h10 – Desejo e Obsessão (Trouble Every Day). França, 2001. Direção: Claire Denis. Duração: 97 min. Classificação indicativa: 18 anos.
Dia 19 de abril – sábado
16h – Sinfonia da Necrópole. Brasil, 2016. Direção: Juliana Rojas. Duração: 86 min. Classificação indicativa: 12 anos. Sessão acessível: audiodescrição.
18h – Um Jantar Sangrento (Blood Diner). EUA, 1987. Direção: Jackie Kong. Duração: 88 min. Classificação indicativa: 18 anos.
Dia 20 de abril – domingo
16h – Medusa. Brasil, 2023. Direção: Anita Rocha da Silveira. Duração: 123 min. Classificação indicativa: 16 anos. Sessão acessível: audiodescrição.
Dia 21 de abril – segunda-feira
18h10 – O Cemitério Maldito (Pet Sematary). EUA, 1989. Direção: Mary Lambert. Duração: 102 min. Classificação indicativa: 16 anos.
SERVIÇO
MOSTRA ‘MESTRAS DO MACABRO: AS CINEASTAS AO REDOR DO MUNDO’
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Período: 20 de março a 21 de abril
Ingressos: Gratuitos – Disponíveis em bb.com.br/cultura e bilheteria do CCBB
Classificação indicativa: conforme a programação
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP
Funcionamento CCBB: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela R. da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.
Sobre o CCBB São Paulo
O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado com o objetivo de formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço em um prédio, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.
Sobre Beatriz Saldanha – Idealização, curadoria, mediação debates e ministrante de curso
Pesquisadora, curadora e crítica de cinema cearense radicada em São Paulo, é doutoranda em Comunicação Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi com período sanduíche na Sorbonne Université (Paris), com uma tese sobre Rosângela Maldonado, a primeira brasileira a dirigir um longa-metragem de horror. Integrou de 2022 a 2023 o Doing’s Women Global Horror Film History, projeto de mentoria coordenado pela pesquisadora Alison Peirse, da Universidade de Leeds, com o objetivo de escrever a história das cineastas do horror ao redor do mundo. Integrou a curadoria de diversas mostras e festivais pelo país e, em 2021, realizou a mostra online Les Diaboliques: Diretoras de horror 1980-1999. Publicou em 2019 um capítulo sobre as diretoras brasileiras de horror no livro Mulheres atrás das câmeras: As cineastas brasileiras de 1930 a 2018, finalista do Prêmio Jabuti. Contribui frequentemente para catálogos de mostras, capítulos de livros e encartes de mídia física. Desde 2017, escreve sobre o cinema de horror em seu site Les Diaboliques, com atenção especial aos filmes dirigidos por mulheres.
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