Mais (por Peter P. Douglas)

            Mais (2024), longa-metragem documental brasileiro, distribuído pela Kobe Arte, com classificação indicativa livre e 108 minutos de duração, dirigido pela cantora Ziza Fernandes em comemoração aos 30 anos do seu primeiro álbum, “Mais que os Pássaros”.

            Este docudrama musical ultrapassa o formato tradicional ao combinar elementos de filme-concerto e narrativa biográfica. A produção explora a trajetória da cantora e terapeuta Ziza Fernandes, revisitando momentos marcantes de sua vida e carreira por meio de depoimentos gravados em locais significativos, como Itália, Alemanha e França. Esses cenários não apenas contextualizam sua jornada internacional, mas também destacam a profundidade de sua conexão com a música e a espiritualidade.

            O longa se destaca pela escolha de gravar performances musicais no icônico Teatro Paiol, em Curitiba, local que simboliza o início da carreira de Ziza. Com um estilo intimista de Jazz Session, oferece uma experiência sensorial rica, onde as composições da artista se entrelaçam com reflexões pessoais e histórias de superação. A presença de companheiros de trajetória, como Davidson Silva e Maninho, reforça o impacto coletivo de sua obra.

            Apesar de sua abordagem inovadora, o documentário pode ser visto como limitado em sua capacidade de atrair um público mais amplo, já que sua estrutura e temática são fortemente direcionadas aos fãs da música gospel e aos admiradores da artista. Além disso, seu ritmo, por vezes, pode parecer arrastado, especialmente para o público que não está familiarizado com a carreira de Ziza Fernandes.

            Em resumo, “Mais” é uma celebração da música, da fé e da resiliência, oferecendo um olhar íntimo sobre a vida de Ziza Fernandes. Embora possua diversas inconsistências, o documentário é uma obra sensível e inspiradora que certamente atingirá aqueles que compartilham dos valores e experiências retratados. Se você aprecia narrativas que unem arte e espiritualidade, é uma escolha que vale a pena explorar.

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