
Girassol Vermelho (2023), longa-metragem brasileiro de drama e fantasia, distribuído pela Pandora Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 03 de abril de 2025, com classificação indicativa 16 anos e 110 minutos de duração.
Dirigido por Eder Santos, é uma adaptação do livro de contos “A Casa do Girassol Vermelho” (1978) de Murilo Rubião, que mistura fantasia, suspense e crítica social. A trama acompanha Romeu (Chico Diaz), um homem que desembarca acidentalmente em uma cidade opressora e ditatorial, onde questionar é proibido e o controle estatal é absoluto. A atmosfera surreal do filme é marcada por uma fotografia estilizada, luzes multicoloridas e cenários repletos de névoa, que abandonam o realismo em favor de uma estética marcante.
A narrativa explora temas como medo, culpa e desejo, misturando elementos psicanalíticos com alegorias políticas. Apesar da riqueza visual e dos recursos técnicos, a insistência na estilização extrema pode prejudicar a profundidade emocional e narrativa da obra. As cenas, embora belas, muitas vezes parecem existir mais para impressionar do que para avançar na trama ou no desenvolvimento dos personagens.
O protagonista é envolto em dilemas sobre submissão e liberdade, mas o roteiro deixa perguntas centrais sem resposta, como a razão de sua passividade diante do sofrimento imposto. O elenco, embora competente, não se destaca devido à abordagem estereotipada dos personagens secundários.
Em resumo, “Girassol Vermelho” é uma experiência visualmente deslumbrante e ambiciosa, mas que, ao priorizar a estética, acaba perdendo parte de sua conexão humana e narrativa. Um filme que desafia interpretações e impressiona os sentidos, mas pode deixar o espectador com sentimentos ambíguos.