
Futebol de Cegos: O Jogo Mais Difícil (2025), longa-metragem documental esportivo nacional, estreia, oficialmente, no canal Sportv e no streaming da Globoplay, a partir do dia 24 de novembro de 2025, com classificação indicativa Livre e 77 minutos de duração.
Dirigido por André Bushatsky, acompanha a preparação da seleção brasileira rumo às Paralimpíadas de Paris 2024. O diretor construiu o documentário a partir de quase dois anos de convivência com a equipe, registrando treinos em João Pessoa, competições na Inglaterra e França, além de momentos de lazer e convivência.
É mostrado como cada jogo e sessão de treinos são marcados por rigor e concentração. O som da bola com guizo, os comandos verbais e a coordenação entre os jogadores criam uma atmosfera em que a audição assume papel central, permitindo ao público compreender o jogo por uma perspectiva diferente.
Os atletas aparecem tanto em suas rotinas médicas, de treinos e competições quanto em situações fora do campo, o que evidencia que a confiança entre eles é tão decisiva quanto a técnica. A obra deixa claro que o desempenho coletivo depende de vínculos pessoais, e que amizade e disciplina caminham lado a lado na busca por resultados.
Destacam-se nomes centrais da seleção brasileira de futebol de cegos, como Ricardo Alves “Ricardinho”, capitão e protagonista de conquistas históricas, Jeferson Gonçalves “Jefinho”, referência pela velocidade e habilidade, e Raimundo Nonato, decisivo em títulos mundiais e peça fundamental no ataque atual. Ao lado deles, aparecem atletas experientes como Cássio Reis, presença constante nas campanhas vitoriosas, e uma nova geração formada por Jardiel Vieira, Jonatan Silva, Maicon Júnior e Tiago “Paraná” da Silva, que vêm fortalecendo a equipe em competições internacionais. A defesa conta com os goleiros paraibanos Luan Lacerda e Matheus Costa, ambos com trajetória em torneios continentais e mundiais. Toda essa estrutura está sob a liderança do técnico Fábio Vasconcelos.
O Brasil, pentacampeão paralímpico na modalidade, é apresentado como referência mundial, e a conquista do bronze em Paris surge como consequência de um processo longo e exigente, visando recuperar a invencibilidade que persistiu durante muito tempo dentro do esporte. Essa trajetória não é tratada como dado isolado, mas como parte de uma tradição esportiva que reafirma o país como protagonista no futebol de cegos.
Bushatsky, que já havia explorado o universo paralímpico em trabalhos anteriores, reafirma aqui seu interesse em dar visibilidade a atletas que raramente ocupam espaço central no audiovisual esportivo.
O documentário não enreda por heroísmos artificiais e dramatizações, preferindo destacar o esporte em sua dimensão técnica e humana. Ao final, fica evidente que o jogo mais difícil não está apenas em superar adversários, mas em sustentar uma trajetória coletiva marcada por dedicação e fé no esporte.















