
Extermínio 4: O Templo Dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple, 2025), longa-metragem estadunidense de terror dramático, distribuído pela Sony Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 15 de janeiro de 2026, com classificação indicativa 18 anos e 109 minutos de duração.
Escrito por Alex Garland e dirigido por Nia DaCosta (A Lenda de Candyman, 2021), “Extermínio: O Templo dos Ossos” foi filmado simultaneamente com seu antecessor (Extermínio: A Evolução, 2024), porém, representa uma mudança de tom gigantesca em comparação ao ínicio da franquia.
Se o primeiro filme reinventou o terror viral e a terceira parte expandiu sua mitologia, este novo capítulo mergulha de cabeça no caos humano, deixando claro que o verdadeiro horror já não é o vírus, mas aquilo que as pessoas se tornam quando a civilização desaparece.
A narrativa do filme pode ser dividida em duas metades. A primeira metade envolve Sir Lord Jimmy Crystal (Jack O´Connell) e seu alegre bando (“dedos”) de assassinos satânicos acrobáticos — apresentados no epílogo incomum do longa anterior — que viajam pelas terras infectadas matando todos os infectados — e não infectados — que encontram. Eles “adotaram” um Spike (Alfie Williams) aterrorizado para suas fileiras.
A outra metade reúne Kelson (Ralph Fiennes) com Sansão (Chi Lewis-Parry), o zumbi “alfa” infectado do filme anterior. O médico, ao vez de matar a criatura, o seda com dardos de zarabatana contendo um coquetel de morfina, e Sansão fica tão viciado na droga que retorna pacificamente para doses subsequentes. Em seu estado narcotizado, parece recuperar pelo menos parte de sua humanidade há muito perdida, e, reconhecendo isso, Kelson começa a formar um vínculo bastante incomum.
A medida que fica evidente que as duas narrativas irão se fundir, o filme mostra que são os jovens desorientados, e não os zumbis movidos pela raiva, os verdadeiros vilões do filme. Garland parece sugerir que o verdadeiro inimigo da sociedade não são as gerações mais velhas que agem devido ao vírus, mas sim as gerações mais jovens e distantes que lutam para dar sentido ao mundo indiferente que herdaram. Vide o clímax explosivo embalado pela música “The Number of the Beast” do Iron Maiden.
Quanto a parte técnica, o estilo guerrilheiro do filme anterior foi substituído por um profissionalismo robusto, com ótimos efeitos visuais do diretor de fotografia Sean Bobbitt, além de uma elegante trilha sonora orquestral de Hildur Guðnadóttir. Porém, o filme carece daquela energia frenética, sublinhada por trechos em forma de cântico de “Botas”, de Rudyard Kipling, que Boyle usava para impulsionar a ação no filme anterior, bem como da câmera digital na mão de Anthony Dod Mantle que ajudava a vender o terror (apesar de alguns sustos repentinos, não há nada particularmente assustador agora). E se há uma falha gritante no roteiro, é a de que ele rouba a autonomia do jovem protagonista Spike, pois seu personagem foi relegado a mero observador.
Para finalizar, saibam que não há cena pós-crédito, contudo os minutos finais são suficientes para que, mesmo quem não gostou do filme, queira ver a próxima sequência, eis que um personagem muito conhecido faz sua tão esperada aparição de forma a instigar o público.











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