
Eternidade (Eternity, 2024), longa-metragem estadunidense de romance, drama e comédia, produzido pela A24 e distribuído pela Elo Studios, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 04 de dezembro de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 114 minutos de duração.
O filme acompanha Joan (Elizabeth Olsen) e Larry (Miles Teller), um casal que, após décadas juntos, morre com poucos dias de diferença, despertando em um lugar chamado “hub”, uma espécie de estação burocrática do além. Lá, cada alma recém-chegada tem uma semana para decidir com quem e onde passará a eternidade, sem direito a arrependimento. O que parecia uma escolha simples, logo se complica, pois Joan se vê diante de uma escolha inesperada: permanecer com Larry, o companheiro de toda a vida, ou partir com Luke (Callum Turner), seu primeiro marido, morto na guerra e que esperou décadas por ela.
David Freyne, cineasta irlandês, já havia chamado atenção com “Os Curados” (The Cured, 2017), um drama de zumbis com viés político, e com “Meus Encontros com Amber” (Dating Amber, 2020), uma comédia sobre amizade e descobertas na adolescência. Em “Eternidade”, ele expande sua paleta ao unir romance e ficção especulativa, criando um universo pós-vida que mistura humor com reflexões sobre amor e memória.
O elenco é um dos pontos altos. Seja o trio de protagonistas, ou os “coadjuvantes”. Nos papéis de coordenadores do além, Da’Vine Joy Randolph e John Early roubam cenas com carisma e timing cômico. Olga Merediz também aparece em papel de apoio, reforçando a diversidade de vozes dentro da trama.
A produção da A24 aposta em um conceito curioso: o pós-vida como uma feira de destinos, onde eternidades são vendidas como pacotes turísticos. Essa escolha dá espaço para humor visual e situações inusitadas, mas sem perder o foco no dilema central. O filme brinca com cenários coloridos e detalhes criativos, como anúncios de “eternidades” alternativas, ao mesmo tempo em que mantém o espectador atento ao triângulo amoroso que sustenta a história.
No geral, “Eternidade” funciona como uma reflexão leve sobre o amor em suas diferentes formas. O roteiro de Freyne e Pat Cunnane consegue equilibrar momentos de comédia com uma trama que, mesmo fantástica, permanece próxima das experiências humanas. O resultado é um filme que diverte, emociona e deixa espaço para pensar sobre escolhas que definem não apenas a vida, mas também aquilo que vem depois dela.










