Especialista fala como proteger dados pessoais na internet, nesta terça (2/9), no Provoca

MARCELO TAS ENTREVISTA A JURISTA JULIANA DOMINGUES, A PARTIR DAS 22H, NA TV CULTURA

Foto Marina Buozzi/ Acervo TV Cultura

Nesta terça-feira (2/9), Marcelo Tas conversa, no Provoca, com a jurista Juliana Domingues, especialista em Direito Econômico, Defesa do Consumidor e Proteção de Dados. No bate-papo, ela fala sobre como a pandemia acelerou a ida dos consumidores para a internet; dá dicas de como se proteger do estelionato digital; explica a importância do consumidor proteger seus dados, e muito mais. Vai ao ar na TV Cultura, às 22h.
 

Tas começa a edição falando que, de acordo com a Polícia Federal, organizações criminosas estão migrando para a internet. Roubar online parece ser menos arriscado. “Será que dá mais dinheiro também?”, pergunta Tas. “O que era esperado, um movimento crescente das pessoas se inserindo na internet, fazendo compras online, digitalizadas, tudo isso foi muito acelerado durante a pandemia (…) os consumidores são sempre os mais vulneráveis e, naquele período, por conta do isolamento e distanciamento social, muitos foram pra internet para fazer compras online sem nunca ter feito, então não sabiam as páginas seguras, compartilharam seus dados bancários e, quando isso acontece, é igual abrir uma comporta”, afirma Juliana.
 

Em outro momento do Provoca, a jurista diz que o Brasil tem mais de mil Procons e que o país é o único no mundo que tem essa capilaridade de órgãos de proteção e defesa do consumidor, mas que isso não significa que aqui os direitos sejam protegidos. “O que falta?”, pergunta Tas. “Falta educação para o consumo na era digital, principalmente. É preciso entender o risco que se corre ao compartilhar dados com base no Sistema 1, quando você está nas redes sociais, vem uma mensagem e você clica. Por impulso”, explica.
 

A especialista comenta também que gosta muito do Código de Defesa do Consumidor, mas que leis não resolvem problemas. “O que resolve o problema”?, pergunta Tas. “Um conjunto de fatores. As leis precisam existir, mas hoje você tem mecanismos, como eu disse, mecanismos que são alternativos. O consumidor precisa compreender o seu papel, o chamado ‘Consumer Empowerment’, que é o seu papel na proteção dos seus dados, das suas informações”.

“Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais – Realização – TV Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal.”

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