
Downton Abbey – O Grande Final (Downton Abbey – The Grand Finale, 2025), longa-metragem estadunidense de drama, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 11 de setembro de 2025, com classificação indicativa 12 anos e 122 minutos de duração.
Terceiro e último filme da série que começou em 2011, e teve seis temporadas premiadas e queridas pelo público. Fui conquistado desde o início, e a despedida não é fácil.
Há quem critique a trama por mostrar de forma idealizada uma família rica e conservadora, servida por criados que aceitam alegremente seus caprichos. Com a estreia do filme nos cinemas, o público pode se ver dividido entre o encanto e a crítica — e essa divisão faz sentido.
Dirigido com elegância por Simon Curtis, a partir de um roteiro comovente do criador da série, Julian Fellowes, o filme funciona como uma despedida para o elenco, mesmo sem a presença de Maggie Smith, que faleceu há um ano. Apesar disso, é prestada uma homenagem sincera à atriz, que disse nunca ter assistido à série, mas que brilhou como a Condessa Viúva de Grantham, famosa por seu humor afiado.
O filme começa em 1930, quando Downton enfrenta sérias dificuldades. Lady Mary Crawley, vivida por Michelle Dockery, lida com o escândalo de um divórcio, algo visto como grave na época e que impacta tanto a família quanto os empregados.
Para se ter uma ideia, Lady Mary e seus pais – o inglês Lord Grantham (Hugh Bonneville) e a americana Cora (Elizabeth McGovern) – são expulsos da casa de uma anfitriã da alta sociedade (Joely Richardson). Na época, uma mulher divorciada era vista como excluída. Por sorte, Mary, ganha apoio do dramaturgo Noel Coward, vivido por Arty Froushan.
Mas além do escândalo social, os Crawley enfrentam a falência. Harold (Paul Giamatti), irmão de Cora, vem dos Estados Unidos com a notícia de que maus investimentos feitos por Gus Sambrook (Alessandro Nivola) levaram à perda da fortuna que sustentava Downton.
Com Downton prestes a ruir, tudo parece perdido. Mesmo assim, Lady Mary, se envolve com o ambicioso Gus, em um romance tão intenso quanto o que teve com o diplomata Pamuk (Theo James), que morreu em sua cama na primeira temporada. Por trás da formalidade, os Crawley também sabem aproveitar a vida em segredo.
Falando em vida, a que ocorre nos bastidores não é menos dramática. Carson (Jim Carter) resiste à aposentadoria, e Isobel (Penelope Wilton) convida ele e a cozinheira Daisy (Sophie McShera) para participarem do conselho da Feira Rural, deixando o arrogante Sir Hector (Simon Russell Beale) furioso.
Lady Edith (Laura Carmichael) organiza um evento em Downtown para homenagear sua irmã Lady Mary. O qual contará com a presença de Noel Coward e do astro de cinema Guy Dexter (Dominic West), o que fará a elite ignorar a regra social da proibição de ficarem próximas de mulheres divorciadas, visto que tanto naquela época, quanto na de hoje, aproveita-se qualquer chance de se misturar com celebridades. Ah, e o romance secreto de Guy com Thomas (Robert James-Collier) ex-criado de Downtown, continua escondido.
“Downton Abbey – O Grande Final” é um tributo ao elenco e à atmosfera que conquistou fãs desde seu ínicio. É uma despedida que mistura nostalgia, crítica social leve e o charme de personagens que, mesmo em meio a crises, continuam acreditando em civilidade e tradição. Para quem acompanhou a série e os dois filmes anteriores, é um encerramento digno, que honra o legado da franquia.














