
Desenhos (Sketch, 2024), longa-metragem estadunidense de fantasia, comédia e suspense, distribuído pela Paris Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 04 de setembro de 2025, com classificação indicativa 10 anos e 93 minutos de duração.
O filme é dirigido por Seth Worley e mistura comédia, fantasia e um toque sombrio que surpreende quem espera algo leve. A história gira em torno da família Wyatt, que está lidando com a perda da mãe. O pai, Taylor (Tony Hale), tenta manter a casa funcionando enquanto os filhos lidam com o luto de formas bem diferentes. Amber, a filha mais velha, é introspectiva e criativa, e começa a desenhar criaturas em seu caderno como uma forma de extravasar. O problema começa quando esses desenhos ganham vida depois que, por acidente, o caderno cai em um lago misterioso. A partir daí, o caos se instala.
O elenco funciona bem dentro da proposta. Tony Hale entrega um pai que está claramente sobrecarregado. D’Arcy Carden interpreta Liz, corretora de imóveis e tia das crianças, responsável por uma das melhores frases do filme. Bianca Belle, como Amber, é o centro da trama. Kue Lawrence, como Jack, o irmão mais novo, é o responsável pelos diálogos mais cômicos funcionando como contraponto à tensão crescente, assim como, o personagem Bowman interpretado por Kalon Cox.
O filme tem um ritmo que alterna entre momentos de humor e cenas mais tensas, especialmente quando os desenhos começam a causar estragos reais. As criaturas são bem construídas, cada uma com textura própria (giz de cera, canetinha, lápis de cor, etc), com efeitos práticos que lembram produções como Gremlins e Jumanji. Há uma mistura de nostalgia e modernidade na forma como o filme lida com o fantástico. A trilha sonora dá um empurrãozinho em determinadas cenas para aumentar a dramaticidade.
“Desenhos” não tenta ser grandioso, mas acerta ao focar na dinâmica familiar e nas consequências de emoções mal resolvidas. O uso da fantasia serve como catalisador para conflitos que já estavam ali, apenas esperando uma faísca. É um filme que conversa com o público jovem, mas não se limita a ele. Há espaço para quem gosta de histórias que brincam com o absurdo sem perder o pé na realidade.















