

“Os Mortos Não Morrem Em Dallas”, ou “Dead Don’t Die In Dallas” que originalmente era intitulado “Kicking Zombie Ass for Jesus”, é um filme de zumbi filmado em apenas dezessete dias, no ano de 2013. Escrito e dirigido por Isreal Luna, é estrelado por Richard D. Curtain, Krystal Summers, Angel Martinez, Dillon Vineyard, Kenny Ochoa e William Belli.
Em um futuro próximo, uma pílula revolucionária é criada, tornando as pessoas imunes a todas as infecções virais, incluindo HIV/AIDS. No dia de seu lançamento, um grande número de pessoas LGBTQIAPN+ começa a utilizá-la, enquanto igrejas protestam, alegando que a AIDS seria uma maldição divina destinada aos homossexuais.
Em uma das cenas iniciais, somos apresentados ao reverendo Samuel Jeffress (Richard D. Curtin), ao lado de sua esposa, Janice (Krystal Summers), em frente à igreja, refletindo sobre o paradeiro de sua congregação. Enquanto isso, seu filho Jessie (Gerald Crum) troca mensagens de texto com o namorado.
Os membros da congregação finalmente se aproximam, mas eles estão sofrendo de um “pequeno” efeito colateral das pílulas revolucionárias: se transformaram em zumbis.
Enquanto isso, em outro local, Beth-Anne Fetterman (Willam Belli), cujo nome é pronunciado como “Beth Amphetamine”, enfrenta seus próprios problemas ao ser atacada por uma colega de trabalho, agora zumbi. Conseguindo escapar, ela se encontra com os Jefress e, juntos, buscam abrigo em uma casa vazia para resistir às hordas de mortos-vivos que se aproximam.
Ao longo do filme, os personagens entram em conflito sobre a questão da pecaminosidade da homossexualidade, mas precisam deixar suas diferenças de lado e se unirem para sobreviver. Porém, este é um filme de terror, então as coisas não saem como planejado.
O longa tem mais a oferecer do que você esperaria à primeira vista. Há temas de perdão, hipocrisia, redenção, amor familiar entre outros. É uma experiência cinematográfica decente, desde que você consiga relevar o orçamento extremamente limitado, a má atuação intencional, os diálogos absurdos e as conotações políticas presentes.
O filme adota um estilo Grindhouse, aparentemente incorporado pelo diretor na pós-produção para disfarçar os efeitos de baixo orçamento. A trama demonstra uma clara influência de “A Noite dos Mortos-Vivos” (1968), de George Romero, complementada por toques de humor satírico. Se você estiver disposto a diminuir seus padrões, pode acabar apreciando o filme, mas se você está querendo algo incrível, então é provável que irá se decepcionar.