
Câncer com Ascendente em Virgem (2025), longa-metragem brasileiro de comédia dramática, distribuído pela Downtown Filmes, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 27 de março de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 100 minutos de duração.
Você já ouviu falar de uma história onde as risadas se misturam às lágrimas, e cada cena carrega o peso de uma verdade universal? “Câncer com Ascendente em Virgem”, sob a direção habilidosa de Rosane Svartman, é mais do que um simples filme brasileiro de comédia e drama. É um lembrete de que a vida, com todas as suas curvas inesperadas, é uma narrativa que precisa ser vivida com coragem, humor e, acima de tudo, com a força da conexão humana.
No coração deste enredo está Clara, a personagem vivida por Suzana Pires. Clara é mãe, mulher, profissional – uma guerreira multifacetada enfrentando não apenas o câncer, mas também os desafios cotidianos que muitas vezes ignoramos, achando que podem esperar. É o tipo de personagem que você sente como uma velha amiga ao sair da sessão: alguém que não deixa as dificuldades a definirem, mas que as encara com humor afiado.
E que elenco! Temos Marieta Severo roubando cenas como Leda, a mãe mística que, com sua energia quase etérea, leva um toque de sabedoria à jornada de Clara. Nathalia Costa, como Alice, a filha adolescente, que muitas vezes abre mão de seus próprios dilemas para dar suporte a mãe. E temos, Carla Cristina Cardoso e Fabiana Karla, como as inseparáveis amigas Paula e Dircinha, proporcionando momentos de genuína alegria e conforto que compensam o peso emocional do enredo.
O roteiro, co-escrito por Martha Mendonça, Rosane Svartman, Suzana Pires e Pedro Reinato, é inteligente ao não centralizar sua narrativa na doença. Claro, o câncer está lá, uma sombra inevitável. Mas o filme é realmente sobre Clara – sua vivência, seus medos e, especialmente, sua rede de apoio. Há algo profundamente poderoso em como a sororidade emerge como um tema central. A força dessas conexões humanas torna o filme universal, mesmo que profundamente íntimo.
Visualmente, a direção de Svartman é sutil e assertiva. Cada enquadramento parece respirar junto com Clara, seja na desconexão emocional do diagnóstico ou nos momentos em que ela encontra alegria e aceitação em sua transformação. Uma sequência em particular, onde Clara assume a perda de cabelo com uma celebração de coragem e humor, é a abordagem mais positiva do filme em relação a sua adversidade.
O verdadeiro triunfo do filme, no entanto, está na sua mensagem. Ao contrário de tantas histórias de doenças que se fixam no sofrimento, este filme escolhe celebrar a vida – em toda a sua imperfeição, beleza e fragilidade. Ele nos lembra de tirar os projetos da gaveta, de usar aquela roupa que achamos que já não combina mais conosco, e de abraçar cada momento como único.
Em resumo, “Câncer com Ascendente em Virgem”, é um filme que faz rir, chorar, e pensar sobre a vida e a morte, deixando uma sensação de esperança e renovação. É um filme recomendado a todos que apreciam uma boa história, contada com honestidade e paixão.