Single chega nesta sexta-feira, 10 de abril, com um videoclipe gravado na Ilha de Bugio, em Portugal

Bárbara Bandeira lança nesta sexta-feira, 10 de abril, “Mau Olhado”, novo single do álbum “Lusa”, acompanhado de um videoclipe. Gravado na Ilha do Bugio, na foz do Rio Tejo, em Portugal, o clipe encena um ritual de descasamento: um espelho invertido do casamento, em que alianças são retiradas em vez de colocadas e o buquê é de rosas negras.
A faixa marca uma virada dentro do Ato II de “Lusa”. Se em “Marcha” – single lançado em janeiro – o olhar se voltava para fora, conectando identidade, cultura e coletivo, em “Mau Olhado” ele se dirige para dentro. É o momento mais intimista e cinematográfico do projeto até aqui.
O clipe acompanha dois personagens em trajetórias ligadas por uma lógica de feitiço e inevitabilidade. À medida que Bárbara escreve num livro, palavras surgem no corpo do rapaz como marcas físicas do ritual. Os dois se encontram na Ilha do Bugio, cercada pelo mar e afastada do continente, onde acontece a cerimônia central. Mas ali o desfecho se revela como uma ironia: Bárbara atira o buquê de rosas negras e é ela própria quem o apanha. Assim o ritual se fecha, mas o loop recomeça.
“Quis transformar a emoção que fica em nós, mesmo depois de tudo mudar, numa imagem concreta. Foi assim que chegámos à ideia do descasamento, e a superstição foi a linguagem que encontrámos para isso. Repetimos, voltamos e tentamos de novo. É disso que esta música fala: não do fim, mas de tudo o que insiste em continuar depois dele”, declara Bárbara.
SOBRE BÁRBARA BANDEIRA

Filha da cearense Siara Holanda, de Fortaleza, e do cantor português Rui Bandeira, Bárbara tem 24 anos e é hoje o maior nome do pop em Portugal. Vencedora de dois MTV Europe Music Awards, um Globos de Ouro e os Prêmios Play de Melhor Artista Feminina em 2024 e 2025, ela ultrapassa 50 milhões de streams no Spotify e acumula mais de 20 certificações – incluindo o primeiro Single de Diamante conquistado por uma artista feminina no país, com Como Tu (feat. Ivandro). Em 2023, abriu quatro shows esgotados do Coldplay em Coimbra a convite de Chris Martin, diante de mais de 220 mil pessoas.
A aproximação com o Brasil não é recente nem estratégica, é parte de quem ela é. No Ato I de “Lusa”, Bárbara colaborou com Veigh e WIU e incorporou um sample de Zeca Veloso na faixa “Não Gosta”. Se apresentou ao lado de Ludmilla no Numanice, em Lisboa, e mantém conexões com Luísa Sonza, Jão, Giulia Be, Vanessa da Mata e Ana Carolina. O Ato III de “Lusa”, dedicado ao Brasil, já está em produção.
“Sou filha de mãe brasileira e cresci com o Brasil muito presente na minha vida. Sempre senti essa ponte cultural dentro de mim, e agora quero que ela se manifeste também na minha carreira. Estar mais perto do público brasileiro é um desejo antigo, e o ‘Lusa’ é o início disso”, afirma Bárbara.
Desenvolvido com apoio internacional da Warner Music, “Lusa” é um projeto concebido em quatro atos que, juntos, formarão um álbum. Com “Mau Olhado”, Bárbara Bandeira confirma que pop e profundidade não são opostos e que a travessia entre Portugal e Brasil está apenas começando.
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