
Amores à Parte (Splitsville, 2025), longa-metragem estadunidense de comédia dramática, distribuído pela Diamond Films, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 21 de agosto de 2025, com classificação indicativa 14 anos e 104 minutos de duração.
O diretor, ator e co-roteirista Michael Angelo Covino se une novamente ao co-estrela e co-roteirista Kyle Marvin para aquele tipo de filme que começa com uma situação meio absurda — um casal em crise, no meio de uma estrada, depois de um acidente — e vai ficando cada vez mais estranho, mas de um jeito que prende.
Carey (Kyle Marvin) e Ashley (Adria Arjona) estão claramente no fim do relacionamento, e o pedido de divórcio dela é só o empurrão que faltava pra ele cair num buraco emocional. Ele vai parar na casa do melhor amigo, Paul (Michael Angelo Covino), que vive um casamento aberto com Julie (Dakota Johnson). E aí começa o caos.
O filme não tenta ser fofo ou reconfortante. Ele é engraçado, sim, mas daquele jeito que te faz rir e pensar “nossa, isso é meio triste também”. Carey é um cara perdido, tentando entender o que deu errado, enquanto se envolve demais na vida do amigo. Paul, por sua vez, é um furacão de energia e impulsividade, e Julie parece estar sempre a um passo de explodir, mesmo quando está sorrindo. A dinâmica entre os três é cheia de tensão, ciúmes, confusão — e tudo isso é mostrado com um humor meio seco, meio desesperado.
O roteiro brinca com a ideia de comédia romântica, mas vira tudo de cabeça pra baixo. Não tem romance idealizado, não tem finais felizes garantidos. Só gente tentando se entender, tropeçando nas próprias escolhas. A direção utiliza cenas longas e bem coreografadas que deixam tudo mais intenso, e a trilha sonora entra nos momentos certos pra dar aquele empurrão emocional.
Dakota Johnson está ótima como Julie — ela não precisa de grandes falas pra mostrar que está cansada, frustrada, talvez até entediada com a própria liberdade. Adria Arjona traz uma Ashley cheia de dúvidas, que quer mudar de vida mas não sabe bem como. E Marvin segura bem o papel de cara comum, meio bobo, que a gente acaba torcendo pra que se encontre, mesmo que ele só faça besteira.
No fim das contas, “Amores à Parte” é sobre relacionamentos que não funcionam, sobre expectativas quebradas, e sobre como às vezes a gente precisa se perder completamente pra começar a se entender. Não é leve, mas é honesto. E isso já é muita coisa.










