
A Casa Mágica da Gabby: O Filme (Gabby’s Dollhouse – The Movie, 2025), longa-metragem infantil estadunidense, distribuído pela Universal Pictures, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir do dia 09 de outubro de 2025, com classificação indicativa Livre e 98 minutos de duração.
Antes de analisar o filme em si, é importante falar sobre o material de origem. “A Casa Mágica da Gabby” é uma adorável série de televisão para crianças sobre uma menina que consegue encolher (e se transformar em uma personagem animada) para brincar com amigos felinos em uma casa de bonecas mágica. A série, criada por Traci Paige Johnson e Jennifer Twomey, compartilha um estilo interativo, com Gabby pedindo ao público que a ajude a cantar e dançar. A estética de cupcakes, as piadas engraçadas com gatos, os personagens variados e adoráveis da casa de bonecas e o tom alegre a tornaram uma das favoritas dos pequeninos… e até dos adultos.
Havia muita expectativa sobre se “A Casa Mágica da Gabby: O Filme” conseguiria levar para o cinema o mundo divertido e colorido da série infantil. O longa mantém o tom alegre e interativo da TV, mas precisa lidar com o desafio de segurar a atenção das crianças por mais tempo do que os episódios curtos a que estão acostumadas.
A narrativa começa com a origem da famosa casa de bonecas, criada por Gigi (Gloria Estefan) para Gabby (Laila Lockhart Kraner), sua neta. Já mais velha, Gabby continua entrando nesse mundo mágico com a ajuda de seu acessório de gatinho (orelhas) e do inseparável Pandy (sua pelúcia). A visita a “Cat francisco” dá início à aventura: a casa de bonecas se desprende do carro e acaba nas mãos de Vera (Kristen Wiig), uma vilã caricata que coleciona brinquedos e esqueceu como se divertir. A missão de Gabby e Gigi é resgatar os amigos presos em aquários, jardins e até dentro de uma bolsa, com a “ajuda” de um brinquedo abandonado.
O filme equilibra momentos de tensão leve com humor infantil, mantendo o tom de fantasia açucarada que caracteriza a série. Há também uma mensagem sobre criatividade: Gabby inicialmente hesita em criar algo próprio, mas ganha confiança após a aventura. Esse detalhe, embora pouco explorado, é um dos pontos mais interessantes da trama.
A produção funciona melhor para quem já é fã da série. Crianças muito pequenas podem se cansar com a duração maior e sentir certo desconforto com a vilania de Vera, ainda que suavizada. Para os pais, é uma opção segura, com diversidade de personagens, humor leve e ausência de violência séria.
No fim, “A Casa Mágica da Gabby: O Filme” é menos sobre reinventar a fórmula e mais sobre oferecer aos fãs uma versão expandida daquilo que já amam: cores, música, amizade e a ideia de que brincar é sempre mágico.















