
Esse é o tipo de filme “b” que eu alugava na locadora (em VHS) quando tinha uns doze anos. Eu achava engraçado o suficiente para ver várias vezes, assim como os filmes da série “Loucademia de Polícia” e todas as imitações que tentaram copiar seu estilo. Não chega perto dos melhores filmes da franquia, mas é melhor do que os piores.
Dirigido por Nico Mastorakis, a história gira em torno de duas escolas ninja rivais. Uma é comandada por um americano arrogante e tem ninjas competentes. A outra é liderada por um mestre japonês e sua filha, com uma equipe de novatos que não sabem o que estão fazendo. Eles tropeçam, erram e funcionam como alívio cômico. Como sempre acontece nesse tipo de trama, os “perdedores” precisam se unir e superar o desafio final onde viram os vencedores. É uma fórmula repetida à exaustão.
Os personagens seguem arquétipos básicos: o cara descolado, a garota descolada, a garota promíscua, o fanático por armas, o nerd, o mímico, o agente secreto. O ninja mímico e o veterano fanático por armas — que começa covarde e depois muda — eram os que eu mais gostava na época.
No geral, “Loucademia de Ninjas” é ruim e bobo. A maioria dos espectadores atuais provavelmente vai detestar. Eu não detesto, adoro! Mas isso vem do fato de eu ter crescido vendo esse tipo de produção. Não é o pior do gênero, mas a coreografia de luta é sofrível.







