
Mortal Kombat 2 (2025), longa-metragem estadunidense de ação, distribuído pela Warner Bros, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 07 de maio de 2026, com classificação indicativa 18 anos e 116 minutos de duração.
Existem duas críticas clássicas sobre adaptações de videogames: ou não são fiéis ao material original, ou simplesmente não são boas. Em 2021, o reboot de “Mortal Kombat” dirigido por Simon McQuoid conseguiu a proeza de ser as duas coisas ao mesmo tempo: sombrio, meio bobo (não no bom sentido) e com uma história tão nonsense que parecia ter sido escrita por alguém que só viu o menu do jogo. O protagonista não canônico irritou os fãs, mas o filme foi “ok”.
Agora, em 2026, chega “Mortal Kombat 2”, novamente com McQuoid na direção — e, desta vez, ele e o roteirista Jeremy Slater decidiram mergulhar de cabeça na mitologia da franquia. Nada de protagonista inventado, nada de enrolação: é luta, magia, sangue e fanservice. Do jeitinho que o público pediu.
Temos Johnny Cage (Karl Urban) como um astro de ação decadente recrutado por Raiden (Tadanobu Asano) para lutar ao lado de Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Liu Kang (Ludi Lin) e Cole Young (Lewis Tan). Do outro lado, o sempre mal-humorado Shao Kahn (Martyn Ford) e sua gangue de vilões, incluindo a lindíssima Kitana (Adeline Rudolph), Jade (Tati Gabrielle) e outros rostos familiares que fazem qualquer fã gritar “eu lembro desse aí!”.
A história? Ah, sim, existe uma. Mas… importa? Não muito. O que importa é que tem Kombat — com K — e muito. Tem golpes especiais, frases icônicas, efeitos exagerados e Karl Urban se divertindo como se estivesse num parque temático de violência estilizada. Todos os atores capturam perfeitamente a essência dos personagens, e isso já faz do filme uma adaptação muito mais fiel e divertida que o anterior.
E claro, tem violência gráfica. Muita. Mortal Kombat sem gore é igual pizza sem queijo: não faz sentido. Mas aqui o gore é tão exagerado que vira quase caricatura, acompanhado de palavrões suficientes para lembrar que o filme é para adultos. É engraçado, é sangrento, é estiloso e, de vez em quando, até inteligente. Mas, acima de tudo, é consistentemente divertido.
Não é tão deliciosamente brega quanto os filmes dos anos 90, mas também não tenta ser Shakespeare. Ele sabe exatamente o que é: um festival de pancadaria cinematográfica feito por fãs para fãs. E, nesse sentido, acerta em cheio.
Se você quer profundidade, vá ver outro filme. Se você quer ver gente sendo arremessada, congelada, eletrocutada, decapitada e ainda soltando frases de efeito… Mortal Kombat 2 entrega tudo isso com gosto. É puro entretenimento!











