
Marty Supreme (2025), longa-metragem estadunidense de comédia-dramática, distribuído pela Diamond Films, estreia, oficialmente, nos cinemas brasileiros, a partir de 22 de janeiro de 2026, com classificação indicativa 16 anos e 150 minutos de duração.
A história do diretor e co-roteirista Josh Sadfie é vagamente baseada em uma pessoa real, Marty Reisman, um jovem judeu bonito, magro e de óculos, do Lower East Side de Nova York, que era um gênio do tênis de mesa, obcecado em fazer com que seu esporte, o pingue-pongue, fosse tão respeitado e popular nos EUA quanto já era na Ásia e na Europa. Safdie renomeou o personagem de Timothée Chalamet para Marty Mauser e tomou algumas liberdades.
No Lower East Side de Nova York, nos anos de 1950, o jovem judeu Marty Mauser busca desesperadamente fugir do destino que lhe foi traçado: assumir a sapataria do tio. Embora seja o vendedor mais talentoso da loja e o tio o veja como futuro gerente, Marty não se contenta com essa perspectiva. Seus planos são muito mais ousados e pouco valorizados pelos que o cercam: tornar-se campeão de tênis de mesa e elevar o esporte que domina com maestria ao patamar de grande destaque nos Estados Unidos.
O falastrão Marty mora com a mãe num apartamento minúsculo, mas se esquiva das perguntas dela (e da própria mãe) sobre o que está fazendo. Quando não está preso na loja de sapatos, ele é um malandro que ganha a vida jogando pingue-pongue em salões de jogos decadentes. Marty não precisa de empresário para alcançar seu objetivo. Em vez disso, ele encanta e explora uma série de pessoas, boas e até mesmo desonestas, para atingir sua meta.
Marty tem uma namorada, mas ela já é casada com outro homem e está grávida… de Marty. As pessoas que o apoiam, mesmo quando ele se aproveita dessa confiança, parecem não ter dúvidas. Elas se deixam levar por sua energia contagiante e pela segurança com que persegue objetivos que nem elas próprias ousam sonhar. Talvez seja esse sonho impossível, ou o incentivo surpreendente que Marty dá a outras pessoas (que todos ignoram ou descartam), que as fazem sonhar alto também, se juntando a ele. De qualquer forma, Marty fará qualquer coisa para conseguir o dinheiro para o próximo torneio internacional de tênis de mesa.
O filme adota uma visão neutra do comportamento de Marty, por vezes deplorável. Logo no início, ele faz uma piada antissemita de mau gosto e, em seguida, ignora os espantos dizendo que é judeu, então está tudo bem (embora claramente não esteja). Marty engana pessoas inocentes fingindo ser um jogador ruim – até que as apostas acabem. Podemos afirmar que, grande parte do filme é mais adequada para o público adulto do que para adolescentes (embora, no final, ele mostre alguma melhora e deixe aberta a possibilidade de evolução futura).
O elenco de apoio inclui Fran Drescher que aparece irreconhecível como a mãe judia de Marty. Gwyneth Paltrow interpreta uma socialite, que se torna peça-chave nos planos do protagonista. Odessa A’zion, Abel Ferrara e Tyler Okonma completam os principais personagens que o orbitam.
O restante do elenco, aliado a uma trama cheia de reviravoltas, em que desastres inesperados parecem surgir a cada instante, fazem a obra ganhar ritmo conforme avança, e o arrogante Marty se vê às voltas com muito mais problemas do que imaginava. Importante ressaltar que, o filme possui várias subtramas, sendo que, a maioria não leva a lugar nenhum.
Dessa forma, apesar da energia inicial e da performance de Chalamet, “Marty Supreme” não é um filme que vai agradar a todos. Safdie constrói uma trama longa, que em vários momentos se arrasta em situações sem grande propósito, deixando a sensação de que parte da narrativa poderia ser mais enxuta. Essa escolha reforça o caráter errático do protagonista, mas também pode cansar espectadores menos dispostos a acompanhar seus desvios.
Ainda assim, há momentos de brilho: partidas de pingue-pongue encenadas como espetáculos acrobáticos, golpes que beiram a comédia sombria e uma atmosfera que mistura sonho americano com decadência urbana. O filme é divertido e cheio de peculiaridades, mas também exige paciência para atravessar seus excessos.
No fim, “Marty Supreme” é um retrato de ambição e obsessão que divide opiniões. Para alguns, será uma experiência eletrizante, sustentada pela entrega de Chalamet e pelo olhar de Safdie sobre um personagem que vive entre a glória e a ruína. Para outros, a duração e os desvios narrativos podem transformar o drama em uma jornada irregular.
















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